Local Exótico para Primordiais: Avalon, a Ilha Sagrada

Olá!

Seguindo a idéia de divulgar aos poucos materiais de cenário para o “cenário padrão” do Espírito do Século no Brasil, “Primordiais”, estou apresentando a seguir um pouco sobre um dos locais mais exóticos onde seus jogadores podem parar: Avalon, a Ilha Sagrada
Nota: essa descrição não é histórica, refletindo apenas a história para o cenário de Primordiais.

O que se sabe sobre Avalon

O mito sobre a poderosa e estranha ilha de Avalon, oculta por brumas no caminho de brumas para Glastonbury, é conhecida pelos Mitos Arturianos como um lugar de magia e mistério. Os sinos do Mosteiro de Glastonbury repicam sempre que as Brumas se levantam, segundo os supersticiosos e os crentes, para afastar as terríveis bruxas de Avalon, sedentas de sangue e desejosas por deturpar o desejo dos homens e corromper as mentes das mulheres. Sua última rainha, Morgana, é até hoje motivo de controvérsia: alguns dizem que teria sido honesta e protetora, mas foi amaldiçoada e não pode abandonar Avalon; outros dizem que é uma bruxa maldita seguidora do Demônio, que corrompeu seu irmão e praticou incesto com ele, dando à luz o terrível Mordred, que derrubou Arthur e acabou com a Era Dourada de Camelot. O mias estranho é que acreditam que será por Avalon que Arthur irá voltar, após ter derrubado os terríveis pictos, celtas e saxões que ainda vivem naquela ilha.

A verdade sobre Avalon

A Ilha Sagrada é conhecida por aqueles que conhecem as verdades dos fatos por dois motivos: ser uma espécie de “Vaticano da Religião Antiga” e por seu contato com Tir na nÓg, a Ilha Esmeralda dos Tuatha De Danann. Além disso, alguns itens poderosos estão guardado em Avalon, como o Graal, o Prato de Vivianne, o Espelho de Morgana e Excalibur (ou Caliban, ou Caledfwlch, entre outros nomes).
Sendo um “Reino Exterior”, sua presença física “não existe”: a entrada para Avalon se dá por meio de rituais de magia conhecidos por alguns poucos, em especial do “nosso mundo”. Normalmente envolve o uso de um lago por onde um barco entra em “brumas mágicas” chegando em Avalon. O ponto mais “comum” disso ser feito é nas proximidades de Glastonbury. Em geral, isso é feito com cautela, uma vez que o Mosteiro de Glastonbury sempre tem monges da Ordem de São Silvestrino atuando, e os Wiccas que se envolvem nessa passagem sabem que os São Silvestrinos não são exatamente fãs dessa “travessia”.
Uma vez feita a “travessia”, chega-se à Avalon: como ilha, ela é aproximadamente do tamanho do arquipélago havaiano ou da ilha de Kyushu no Japão. É possível, indo a pé, atravessar-se a ilha de ponta a ponta com facilidade em pouco mais de um mês.
A ilha vive de certa maneira em um regime “medieval”, subordinado à Sacerdotisa do Lago (atualmente Morgana), vivendo em comunidades que são capazes de produzir os alimentos necessários para a subsistência dos seus habitantes, estes basicamente descendentes de saxões e celtas, com alguns descendentes dos pictos entre eles. Existem poucos “de fora” que se estabelecem em Avalon: a maioria passa algum tempo em peregrinação e retornam ao “nosso mundo”.
Embora vivam em um regime “semi-medieval”, muitos confortos da vida moderna, como comunicações por cavalo, sistema de saneamento básico e água encanada existem. Apesar disso, as condições ainda são de certa maneira medievais.

Habitantes de Avalon

Originalmente moravam apenas mulheres em Avalon iniciadas os mistérios das sacerdotisas do Culto Antigo. Com o tempo e o aprofundamento da perseguição ao Culto Antigo promovida pelos sacerdotes cristãos (com a ajuda de Guinevere), e em especial após a queda de Arthur, a Ilha passou a ser habitada também por homens, totalizando atualmente em torno de 400 mil habitantes, espalhados em vilas por toda a ilha. Os moradores são brancos em geral, mas existem aqueles com sangue picto ou de outros povos com tez escura, o porém não implica em discriminação. Em geral possuem cabelos louros ou vermelhos e olhos de cores claras, mas podem apresentar qualquer cor tradicional de cabelo ou olho para um ser humano. Alguns poucos possuem feições levemente “diferentes” ou “feias” e são considerados “tocados pelas fadas” e sagrados.
Em geral existem muitas profissões, em especial aquelas mais “medievais”, entre os alavonenses, sendo todas muito valorizadas. As crianças são ensinadas a ler e escrever quando pequenas e aos 12 anos iniciam como aprendizes em um ofício. Em geral, aos 16 já são considerado adultos e podem casar-se ou abrir sua própria oficina. A alfabetização, dada a todos, é feito no idioma conhecido como Avalonënn entre os moradores, uma variante do Gaélico moderno (ou mais exatamente, do Gaélico antigo) que usa os antigos pictos como escrita.

Política de Avalon

Avalon é subordinada à Sacerdotisa do Lago, tanto nos Aspectos Políticos quanto nos Religiosos. Morgana das Fadas é a atual Sacerdotisa, mas já está muito velha e encontra-se preparando potencial sucessoras. A sucessão é feita de uma maneira similar à Atlante, por meio de um Fior-Righ (loteria real), onde uma série de provas são aplicadas às sucessoras potenciais. Apenas mulheres que já tenham sido mães podem ser sucessoras, em especial que tenham tido filhos em Beltaine (um dos feriados mais importantes para os avalonenses, o “dia da fertilidade”) ou que tenham concebido filhos produzidos nos ritos em nome de Cernunnos, divindade antiga da fertilidade.
A ilha é dividida em aldeias comandadas pelos Anciões e em geral cada uma possui um integrante das “Quatro Ordens”: um Druida, um Sábio, um Bardo e uma Sacerdotisa. Não existem regras sob a composição desse grupo, mas dois homens e duas mulheres é visto como algo extremamente afortunado. Além disso, existem algumas posições não oficiais que podem ser preenchidas, como a de Curandeira, a de Virgem (normalmente uma adolescente que canta e dança em rituais e festejos especiais e que, o nome diz, deve ser virgem durante o tempo que desejar manter tal posição) e o Guardião (alguém que protege a vila de inimigos). As decisões são por votação de todos os adultos e as mulheres também podem votar. Tradicionalmente, os Anciões de cada aldeia possuem um “voto de Minerva” quanto a qualquer decisão.

As Ordens de Avalon

Como foi citado, em Avalon quase toda aldeia possui um integrante de uma das “Quatro Ordens”. Essas Ordens representam o equilíbrio entre os vários elementos da natureza (cada uma representando um Elemento) e entre as forças do homem e da mulher. As ordens são bem divididas entre si, sendo divididas da seguinte forma:

  • Druidas (elemento Terra): os Druidas são, junto com as Sacerdotisas, os mantenedores da Religião Antiga. Eles cuidam das ervas e poções de cura, e conhecem todos os mistérios sobre a natureza física. Apenas Homens podem tornar-se Druidas, depois de um treinamento intensivo. Os Druidas vestem normalmente branco quando estão atuando em suas ações e carregam consigo Foices como símbolo, mas, assim como no caso das demais ordens, não possuem impedimentos quanto ao vestir quando estão fora de suas atividades;
  • Sacerdotisas (elemento Água): as Sacerdotisas são todas mulheres, dedicadas à Grande Deusa, o Aspecto Feminino da Religião Antiga (sendo o oposto dos Druidas, que dedicam-se ao Grande Deus). Elas cuidam dos aspectos mais espirituais da religião, e são normalmente as provedoras da vida por meio de rituais especiais. Vestem azul quando estão em atividade e utilizam na testa tatuagens pintadas com a lua no quarto minguante, além de portarem adagas. Fora dos rituais, podem vestir-se como desejar. A tatuagem é fixada no final do treinamento como sacerdotisa, e muitas têm filhos antes de assumirem posições importantes;
  • Bardos (elemento Fogo): a canção e a batalha, disso é feito a vida dos Bardos. Vestindo-se em verde e portando a Harpa, os Bardos são contadores de histórias que podem ou não serem inventadas. Ajudam os Druidas e Sacerdotisas como “memória do povo”. Ocasionalmente mostram suas proficiências na espada e no arco para caça e batalhas simuladas. São fogosos e não param por muito tempo em uma única aldeia, mas alguns, em especial aqueles de mais idade podem fixar-se em uma região e atuar como professor e mentor, além de apaziguador. Seus aprendizes caminham juntos com eles, estudando, até que se tornem adultos e sejam capazes de compor sua própria balada. Os Bardos mais poderosos são capazes de usar as três Canções Verdadeiras, Geantrái, Goltrái e Suantrái, a canção do Júbilo, da Nostalgia e do Descanso;
  • Sábios (elemento Ar): eles não se atêm a tradições e questionam a tudo e a todos, a começar por sí próprios. Se existe uma forma de reconhecer um Sábio é pelo bordão especial que carregam. Alguns os consideram Loucos, mas a verdade é que a Sabedoria pode cobrar um preço. Mas em geral são os que mostram as falhas de qualquer decisão e exigem que isso também seja levado em conta.

O conceito da Ordem Mística Wicca é apenas uma má-impressão dos “de fora”, que consideram Wicca todos os seguidores da Religião Antiga, entendendo-os como uma única grande ordem, sem entender a diferença entre essas quatro ordens. Desse modo, quando fala-se Wicca em geral quer dizer-se o conjunto entre Druidas, Sacerdotisas, Bardos e Sábios.

Religião

Os avalonenses são em sua maioria absoluta seguidores da Religião Antiga irlandesa, o que os de fora teimam em chamar de Wicca sem farem a menor idéia do que estão falando. Porém, ainda existe entre eles alguns integrantes da Ordem de São Silvestrino e da Ordem de Santa Brigite, uma ordem de Católicos Celtas que podem oferecer cultos cristãos aos poucos que seguem essa religião.
Quanto a proselitismo, existe uma certa abertura, desde que seja feito sem ofensas à Religião Antiga, que é dominante. O “Estado” de Avalon não chega a ser laico, mas é bastante permissivo aos que respeitam a Religião Antiga. Existem algumas capelas cristãs que oferecem culto segundo a Tradição Católica Celta, e aparentemente existe um monastério das Religiões do Extremo Oriente, o Monastério de C’hi T’sung. É desconhecida outros cultos na Ilha Esmeralda.

Festividades

Os avalonenses reconhecem os feriados da Religião Antiga como feriados realmente “nacionais” – obviamente entendendo-se Avalon como uma nação, e os cultos são prestados de maneiras especiais para cada um dos feriados:
  • Samhain – a noite mais longa do ano, Samhain é o ínicio do ano para os avalonenses. As festividades são similares ao Halloween, mas com mais significados secretos. Os druidas costumam fazer o rito do Eidolon à meia-noite diante da Torre Solitária para entrar em contato com os Espíritos dos Mortos que caminham pela Estrada Prateada (a trilha que liga as encarnações segundo a Religião Antiga). Além disso, a Dança dos Mascarados é cheia de simbolismos secretos e todos os presentes são convidados a dançá-la;
  • Yule – dia 23 de Dezembro. Yule é comemorada da mesma forma que o Natal no “mundo exterior”, com a troca de presentes entre vizinhos e familiares, com cantigas e fogueiras. As capelas católicas também participam dessas festividades, prolongando-as até coincidir com o Natal Cristão;
  • Candlemas – 1° de Fevereiro é o dia de Candlemas, quando vários cultos de iniciação de integrantes nas Ordens Místicas são realizadas. Outras festividades de introdução, como a aceitação de novos aprendizes e a apresentação das donzelas para que possam ser cortejadas e/ou desposadas ocorrem nesse dia, que representa o ressurgimento da vida;
  • Equinócio da Primavera – chamado também de festival das Sempre-vivas, é o dia de mais importante consagração às crianças de Avalon. Nesse dia, as meninas recebem coroas feitas de flores e sempre-vivas, indicando a esperança no amanhã. Também é um dia de júbilo, com bardos se desafiando em concursos de histórias, batalhas simuladas e competições. Os meninos avalonenses muitas vezes têm nesse feriado a primeira oportunidade de demonstrar suas habilidades de combate físico em torneios de espadas e justas;
  • Beltaine – 1° de Maio. Festival das Fogueiras. É um rito particularmente estranho para os do mundo exterior. Em todas as vilas e cidades grandes fogueiras são acesas e comida e bebida disponibilizada, enquanto o povo fica nu, bebendo, comendo e festejando. Apesar do que os do “mundo exterior” possam pensar, sexo não chega a ser algo obrigatório, mas uma mulher que conceba ou tenha um filho concebido de Baltaine é considerada abençoada. Na Torre Solitária, rituais são prestados por meio da consagração de dois membros das Ordens dos Druidas e das Sarcedotisas para “tornarem-se” o Grande Deus e a Grande Deusa da Religião Antiga. Em geral, uma concepção que parta desse rito é considerada extremamente abençoada, digna de um grande futuro;
  • Solstício de Verão - 23 de Junho. É o dia mais longo do ano, e representa a explosão da vida. É um dia basicamente de festa, com música, danças, comida e bebida, jogos e divertimento para todos;
  • Lammas – 1° de Agosto. Nesse dia, começa as colheitas e é celebrada uma festa com os produtos das primícias em agradecimento à Natureza generosa. Entre os Católicos Celtas, a Sagração das Primícias é importantíssima, onde uma parte dessas é oferecida ao altar em nome de Deus. Em geral, são celebrações fartas de alimentos;
  • Equinócio de Outono – 21 de Setembro. Nessa data é prestado sacrifícios, oblações e holocaustos de animais para a natureza em agradecimento a tudo que foi obtido e que será usado para manter o povo durante o inverno. As suspeitas de alguns de sacrifício humanos é parcialmente infundado, pois antigamente havia aqueles que se matavam em nome das comunidades nessa época do ano, em especial em meio aos idosos;

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Off-Topic – Blogagem Coletiva – Não ao Projeto de Lei de Censura à Internet

Hoje, dia 15/11, o Brasil comemora mais um Dia da República, um dia a se pensar sobre as liberdades que possuimos, conquistadas no passado com suor e sangue.
E uma dessas liberdades está para nos ser vilipendiada, ao menos na Internet, por meio de um substitutivo do Senador Eduardo Azeredo (PSDB/MG) que, por trás de uma intenção legítima (proteger a Internet da Pedofilia), ameaça desenvolver o vigilantismo ao mundo cibernetico, com graves conseqüências à liberdade de expressão e ao livre acesso aos bens culturais, direitos fundamentais da Carta Magna brasileira, e sem acrescentar nada de útil para o combate aos cyber-crimes.
Esse projeto de lei, sob o aval de órgãos cuja a luta não está relacionada aos direitos humanos ou ao combate à pedolifia e parceira dos lobbies internacionais da Propriedade Intelectual, em sua mais ampla tentativa de transformar a cultura em negócio e de se apropriar de todo o conhecimento e o tornar propriedade de alguns poucos, institui mecanismos draconianos de monitoração do tráfego do usuário na Internet e pesadas punições a qualquer um que tente “esquivar-se” das restrições impostas pela legislação, mesmo para usos legítimos (como assistir DVDs que você adquire legalmente em um sistema operacional Linux, uma vez que ele utiliza uma biblioteca chamada DVDCSS, que pode também ser usada para ripar DVDs para pirateá-los via Internet).
Como disse anteriormente em meu outro blog, considero essa uma lei não apenas desncessárias, uma vez que, pelos meus conhecimentos e pelas opiniões que tive de especialistas, o nosso país já possui mecanismos legais mais do que suficientes para prover as necessidades para obtenção de provas e tipificação de crimes. E como cito no email enviado aos Deputados Fedaris do Estado de São Paulo, o perigo dessa legislação é justamente cortar um canal de comunicação poderoso que nos pode oferecer belas coisas, como bandas como Cansei de Ser Sexy, O Teatro Mágiico e como a Compositora Malu Magalhães, que conseguiram demonstrar suas qualidades musicais sem precisar do “crivo” (leia-se jabá) das grandes gravadoras e dos grandes meios de comunicação, graças a Intrenet e a divulgação de músicas via MP3, o que está para se tornar um crime graças à legislação do Excelentíssimo Senador.
Analisarei aqui essa lei em algumas questões já analisadas, tentando as extrapolar ao máximo de conseqüências possíveis. Em alguns momentos poderei estar beirando a paranóia, mas prefiro nesse caso pensar no pior caso, uma vez que uma lei tão amplamente especificada, de maneira tão frouxa e potencialmente permissiva a múltiplas interpretações que eu prefiro fazer o máximo de interpretações possíveis.

A Ferro e Fogo:

Um dos problemas que ainda não foi tão citado nesse projeto é que ele cria uma discriminação ,pois ela “abole” a discriminação entre conteúdos legais e ilegais dentro da rede baseadas em determinadas mídias, ou seja, ela “anula” o fato de um conteúdo poder ser legitimamente produzido e distribuído via Internet e baseia a legalidade ou não meramente no formato de arquivo utilizado. Por exemplo, os arquivos MP3 estarão condenados, não interessando se são músicas distribuídas ilegalmente (como CDs “vazados”), legalmente (músicas que o próprio artista distribuiu, como o caso da banda mineira Pato Fu que em seu site distribui músicas que não foram incluídas em seus CDs) ou até mesmo MP3 não relacionados a músicas (como podcasts, palestras e ringtones). Desse modo, segundo os moldes dessa nova lei, existe um perigo sério de que qualquer conteúdo distribuído segundo determinados formatos possam vir a ser “criminalizados”, independente da legalidade ou não do “conteúdo” propriamente dito ser legal ou não.
Não existe nenhuma preocupação por parte do Excelentíssimo Senhor Eduardo Azeredo em entender o funcionamento básico da Internet para saber que não existem ainda mecanismos totalmente eficazes para impedir totalmente o tráfego de conteúdos ilegais e nem a caracterização dos mesmos. Correndo o risco de ser tecnicista, para a Internet, tudo se resume a bits e bytes: uma página, uma música clássica gravada por uma orquestra amadora disponibilizada, por exemplo, no Classic Cat, ou o CD mais novo do funk carioca vazado na net.
Essa tratativa do tipo “ferro e fogo” tem conseqüências terríveis para a Internet: jogara os usuários em uma “zona de incerteza” e irá tratar algo em torno de 60% de todos os usuários de Internet como criminosos em potencial (pela legislação atual, piores que corruptos e quase tão criminosos quanto seqüestradores ou traficantes de drogas, se considerarmos a legislação penal e cívil vigente).


Via Peão Digital

Cortesia com o Chapéu Alheio:

Outra prerrogativa a ser avaliada por tal legislação é que ela cria o conceito do “provedor xerife”: segundo a legislação em questão, o provedor deverá (1) gravar os registros de todos os usos da internet por parte de todos os seus usuários, com um período de “retenção” de 3 anos, (2) devem alertar à autoridades policiais qualquer suspeita de uso da Internet para distirbuir conteúdo ilegal e (3) que a pessoa, ao se cadastrar, deverá informar todos os dados legais, como Nome, Endereço, Telefone, RG, CPF, etc…
Bem, existem algumas questões aqui.

  1. Quem pagará a conta da infraestrutura de log?
  2. Como essa informação será trabalhada?
  3. Como essa informação será “disposta” (destruída) após o período de 3 anos?
  4. O que caracteriza uma “suspeita de uso da Internet para distirbuir conteúdo ilegal”?
  5. Quais são os mecanismos legais a serem criados para impedir o abuso desses mecanismos com o fim de prejudicar outras pessoas?
  6. Como fica o direito constitucional de uma pessoa “não gerar provas contra si mesma”?

Bem, acho que aqui podemos quebrar um pouco as coisas e responder essas questões uma a uma:

  • Quem pagará a conta da infraestrutura de log?

Pela lei será o provedor de acesso à Internet, sendo que a não existência de tais logs provocará sanções de ordem penal ao provedor.
Bem, isso a lei deixa claro.
Mas pela letra da lei a coisa fica ainda mais complicada: pela lei da oferta e da procura, norma capitalista, obviamente que tal custo (que deveria pertencer ao Estado) será repassado ao consumidor. Só que a coisa fica ainda pior pois não existe nenhuma parte dessa lei que defina qual provedor de acesso é que deve manter essas logs. Portanto, existe a possibilidade por essa lei de que provedores de backbone, como Telefonica e Embratel tenham que elas próprias manterem eses logs, o que gerará custos que serão repassados aos provedores que (obviamente) repassarão por sua vez ao consumidor. Ou seja, o “estado policialesco” criado por essa lei será pago por mim e por você que lê e o ônus da geração da prova crime sairá das mãos do interessado (como grandes bancos e ISPs).

  • Como essa informação será trabalhada?

Bem, esse é um dos caráter que na letra do papel parece extremamente simples, mas que algum conhecimento da informática comprova que é algo sem pé nem cabeça.
A geração de um log é algo extremamente simples: em muitos casos, um banco de dados com uma estrutura simples e de leitura razoavelmente rápida (normalmente apenas um arquivo texto puro) é povoado (termo técnico para preenchido) por registros que caracterizam uma conexão. Normalmente não são informações excessivas (cada registro provavelmente não teria mais que algumas dezenas, talvez centenas, de bytes). A análise desse log envolveria apenas a análise simples dos dados procurando informações específicas que comprovassem qualquer uso ilegal.
Antes que pensem que isso é impossível, na verdade esse tipo de análise de logs é prática comum em empresas para análises de uso voltadas à performance e capacidade de ambiente.
O problema é que toda a coleta será feita para cada acesso IP. Cada conexão IP será registrada, sendo que um mero acesso ao Google pode gerar uma quantidade significativa de acessos por segundo. Existem pessoas que questionam a validade dessa preocupação:
Ainda o PL 84/99 | the brain is a machine

Ainda acho essa choradeira por causa de log de provedor uma coisa infundada. Não é como se provedores e telecentros fossem quebrar da noite para o dia por guardar logs. Por exemplo, arquivo de texto (log) de 1G compacta para 100M usando bzip2. Em um DVD então cabem uns 40 dias de log, coloca que se gasta um DVD por mês para guardar log, 3 anos são 30 dvds… E olha que 1G de texto é coisa pra caramba. Chuta que você vai logar hora, origem, destino e GMT, isso daria uma linha de 30-40 caracteres, então 1G de texto guarda uns 25 milhões de acesso. Não é pouca coisa não. Levando em conta que essas contas eu fiz em cima do log do proxy do meu trabalho, que é um lugar com umas 1500 máquinas acessando a internet 24/7.

Bem, de qualquer modo, mesmo que seja fácil fazer a operação exigida para o registro e manutenção dos logs, como se dará o processamento? Como será processado, por exemplo, esses 30 DVDs de logs compactados com 46G de logs (descomprimidos) cada? Existe aqui um caráter que pouca gente pensa: aqui a questão passa a não ser mais apenas o armazenamento de tal volume de informação, mas também sua utilização. Basta pensar-se no processamento do IRPF: cada arquivo do Imposto de Renda tem algo em torno de 30Kbytes (basta olhar os arquivos de backup de sua Declaração para ter uma idéia). Se pensarmos que 30 Milhões de pessoas mandam algo em torno disso, e que leva-se tanto tempo para receber-se as restituições, perceberemos que existe uma questão de processamento que não foi considerada.

  • Como essa informação será “disposta” (destruída) após o período de 3 anos?

Aqui existe um perigo: o período de retenção mínima por lei é de 3 anos, mas não existe nada na lei em questão que indique como essa informação deverá ser “disposta” após esse prazo mínimo.
Aqui surgem riscos sérios da tentação de provedores se utilizarem dessa informação para obterem informações sobre os “hábitos de navegação” dos usuários, o que seria possível, ainda que complexo, alimentando-se esses dados em ferramentas conhecidas de data mining e afins. Com tais “perfis”, os provedores teriam informações altamente “apetitosas” a empresas de marketing (legítimas e não tão legítimas), seguradoras e outras empresas que possam fazer uso dessa informação. Sei que isso é paranóico, mas como não existem mecanismos legais, não existe como impedir, ao menos em teoria, que tais informações sejam “usadas contra você”.

  • O que caracteriza uma “suspeita de uso da Internet para distirbuir conteúdo ilegal”?

Essa é uma coisa importante: como se define suspeita? Teremos cyber-vigilantes (obviamente, pagos por nossa mensalidade de internet) contratados para nos vigiar? Os provedores se tornarão no Ministério da Verdade de 1984 por força da lei? Nós denunciaremos uns aos outros? Como diferenciar as suspeitas realmente válidas daqueles casos do “menino que gritava lobo” ou dos que são feitos intencionalmente com o objetivo de prejudicar às pessoas?

  • Quais são os mecanismos legais a serem criados para impedir o abuso desses mecanismos com o fim de prejudicar outras pessoas?

Reflexo das duas questões anteriores, quais serão os mecanismos para responsabilização do mal uso ou abuso dos mecanismos da lei em questão para atividades não-previstas na lei? Poderei processar meu provedor por invasão de privacidade se ele, tentado, utilizar os logs para produzir um “dossiê” sobre mim para uma seguradora ou empresa de marketing? E mais: como fazer isso se a legislação já pressupõe de certo modo que sou um criminoso?

  • Como fica o direito constitucional de uma pessoa “não gerar provas contra si mesma”?

Um dos princípios legais mais importantes segundo o Direito atual é que ninguém é obrigado a gerar prova contra si próprio, o famoso “você tem o direito de permanecer em silêncio”. Porém, uma das obrigatoriedades da lei é manter um registro das suas informações de acesso, que por sua vez implica no fato de que você estará aceitando as normas da lei em questão, inclusive o registro do log, o que obviamenbte quererá dizer aceitar “gerar prova contra si mesmo”! Ou seja, esse direito constitucional está sendo enviado para o ralo.

Quis Custodiet ipsos custodes?

Como podemos ver é que uma das grandes perguntas é quem guardará os guardiões? A lei não possui nenhum mecanismo, por mais rudimentar que seja, prevendo penalidades para os abusos do uso dessas. Ou seja, estamos correndo o risco de sermos vítimas de abusos de poder por parte de interesses comerciais (ou não) que possam restringir nosso acesso à cultura.
Bem acho que já me prolonguei, ainda mais se somar-se o que já disse anteriormente nesse blog. Desse modo, termino aqui esse blog, mas não sem antes deixar uma série (enorme) de links contra e a favor dessa lei (pois acredito que cada pessoa deve pensar por si própria) e uma última reflexão que li em um dos outros posts participando da blogagem coletiva:
O TERROR DO NORDESTE: XÔ CENSURA!

Na verdade, segundo o proprio Castells, os governos querem controlar o que fazemos, o que pensamos, querem controlar nossos cerebros. A midia de massa paulatinamente vem perdendo este papel, ela já não consegue regurgitar as verdades que habitarão nossas mentes, estamos ficando mais críticos, estamos ouvindo uma diversidade de opiniões e tirando nossas proprias conclusões, mas isto sim de fato é um grande perigo para qualquer regime totalitário.
Por estas e por outras que você deve mostrar que tem opinião propria, e mesmo que não seja igual a nossa, mas deve publicar no dia 15 de novembro um post contra o vigilantismo, contra o totalitarismo e a favor da liberdade e privacidade, a favor da neutralidade da internet e da união dos povos.

Por fim, lembro que existe uma petição Online com mais de 120 mil assinaturas repudiando esse Projeto de Lei, e que você pode mandar mensagem direta aos deputados do seu estado pedindo repúdio a essa PL (e se tiver sem idéias do que escrever, pode copiar o meu, apenas mudando para seu nome e informações).

Links:


Os Reinos Exteriores

Para a maioria das pessoas “normais”, o mundo se resume aos locais “conhecidos”, os sete mares e seis continentes, e ainda assim há muitos mistérios que tumultuam o mundo, como as diferenças entre povos, nações e culturas.
Mas a verdade, conhecida por alguns poucos como os Primordiais, é bem diferente:
O “nosso Mundo” é chamado de “mundo Interior”, segundo um conceito dito por Angelus, o Arcanjo do Senhor. Ele afirma que:
(…) o mundo Interior é uma forma de proteger as pessoas contra aquilo que elas ainda não estão preparadas para conhecer e vice-versa. Existem civilizações antigas muito poderosas e dotada de ciência e poderes fora da imaginação do homem comum. Tal ciência e mistérios poderiam atiçar o que os homens tem de pior, corrompendo até mesmo as boas intenções que poderiam advir da “descoberta” de tais conhecimentos, riquezas e poderes.

Desse modo, pode-se afirmar que os “mundo Exterior” na verdade não queira dizer que os reinos que “fazem parte” do mesmo sejam “fora da realidade” ou coisa parecida (embora alguns, como Avalon, possam realmente estar “fora da realidade”), mas sim que eles são “desconhecidos” e “mantidos ocultos” da população em geral, tendo seu acesso dificultado tanto por barreiras (como no caso de Avalon) ou pelo simples desconhecimento das entradas (como Shangri-lá) . Os conflitos que poderiam derivar do conhecimento da existência dos “reinos exteriores”. Por sua vez, os “reinos exteriores” dificilmente se envolvem nas políticas e questões da comunidade “interior”, apenas o fazendo quando são envolvidos pelas circunstâncias.
Claro que renegados de ambos os lados possam atacar o outro. Obviamente isso é muito mais fácil (em teoria) do lado dos Reinos Exteriores, uma vez que eles conhecem os povos do mundo e podem o manipular facilmente, mas acontecem também conflitos derivados de pessoas do “nosso mundo” atacando os Reinos Exteriores.
Muitos dos Reinos Exteriores são reinos mantidos em lendas pelos povos do “nosso mundo”, e em muitos casos lendas devidamente “estimuladas” por emissários desses povos. Como exemplo, essa é a função de Galadhron, o fiel servo do Mestre Atlante L’Khurn: estimular o mito de Atlântida e, ao mesmo tempo, “separar o joio do trigo” quanto ao acesso ao reino sob os mares.
Existem muitos, muitos reinos que fazem parte do Mundo Exterior, mas alguns são mais conhecidos que outros. A saber, os mais conhecidos (tanto pelas lendas quanto pela realidade) são:

  • Atlântida: o Reino Sob os Mares é comandado pelo cruel e sábio L’Khurn, da casa de Kehov’tar. São humanos fortes e poderosos em combate, tanto quanto são sábios, em especial quando armado de sua tecnologia baseada nos Cristais de Bório Atlante;
  • Avalon: a Ilha Sagrada mantêm-se oculta a muito tempo, desde que o Rei Arthur rompeu seu juramento de proteger a “Religião Antiga”, independentemente de quaisquer outras religiões que viessem a entrar na Inglaterra (com as quais sempre foram tolerantes). Sua atual Rainha, Morgana das Fadas, está velha, em passo de perecer, mesmo com o uso das poderas poções e magias da Wicca, a “Religião Antiga”;
  • Norse: o Reino onde ficam os descententes dos Vikings é comandado com mãos de ferro por Anton, sucessor de Odin, que permanece sentado no Palácio de Valhala, de onde pode-se partir para Asgaard, a Morada dos Deuses. Se mantêm pouco ativo com o mundo exterior, apenas preparando suas tropas para o Ragnarök, o Crepúsculo dos Deuses, quando combaterá os maus e, de quebra, mostrar o valor superior dos Povos Nórdicos;
  • Shangri-lá: O Reino da Felicidade Plena, Shangri-lá estranhamente é um dos reinos com o maior número de emissários no “mundo Interior”, quase todos dedicados a pesquisa das novidades e coleta de conhecimento para fomentar a lendária Biblioteca de Akasha que (diz-se) existe lá. Lin T’sang é o atual líder das comunidades de Shangri-lá e recebe de braços abertos aqueles que vem sem má intenção;
  • Aztlán: Consagrado ao belicoso Hiutzatiploca, Aztlán é um reino terrível, de morte e religião. Os cultos sangrentos ao deus jaguar exigem que emissários roubem pessoas do “nosso mundo” para que estas sejam sacrificadas nas mãos do alto-clérigo do Hiutzatiploca, Tupac Zapator;
  • Qichua: Remanecentes dos Maias, os seguidores da serpente emplumada Quetzalcoatl (que ainda vive) se organizaram em um reino “longe do mundo”, mantido isolado. Embora sejam pacíficos na maior parte do tempo, tem como inimigos mortais os Altos Sacerdotes de Aztlán, que desejam roubar seus conhecimentos místicos e o ouro preservado por eles na lendária El Dorado;
  • Palmares: o Quilombo de Palmares ainda existe como um ponto de resguardo da cultura Yorubá no meio da América do Sul. Seu comandante atual, Mutaba, apenas procura garantir que não existem formas de alcançar Palmares, de modo que os conhecimentos secretos dos Yorubá não se percam;
  • Alamut: criada por Maomé, Alamut é, entre os dervixes e outros iniciados místicos mulçumanos, o reino de maior sabedoria entre todos. Supostamente criada e mantida pelos terríveis e maravilhosos djinn, Alamut é um reino que baseia sua proteção nos terríveis hashishin, os comedores da erva sagrada haxixe, cuja fúria insana em batalha é quase tão terrível quanto a dos bersekers de Norse;
  • Tir na n’Og: A Ilha Esmeralda sonhada pelos irlandeses e cantada em contos, guarda os restos mortais de heróis como Finn MacCool a Cu Chulainn e de itens como o Caldeirão de Dagda e a Lança de Finn MacCool, Tir na n’Og é pouco habitada, sendo a casa de muitas raças não humanas, como os Daione Sidhe e os Tuatha De Danaan. É de certa forma ligada com Avalon e mantem boas relações com outros reinos. Dizem que é um dos reinos com o maior número de itens e conhecimentos místicos perdidos guardados nele;
  • R’Lyeh: O reino subemerso pertencente ao terrível Deus-Demônio Cthulhu, que dorme seu sono de morte em vida perdido em terrores que fariam a mente humana se despedaçar como uma taça de cristal. Alguns de seus cultistas procuram esse reino para tentarem despertar o seu Senhor das Profundezas, e os conhecimentos profanos sobre o mesmo são procurados a todo culto por aqueles que adoram os Deuses Anciões de Antes da Aurora da Humanidade. O nome desse Reino Exterior é temido, e sua localização é incerta, mas uma coisa é verdade: todos rezam para que Cthulhu e suas hordas abissais não seja despertado;

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Personagem Exemplo de Espírito do Século: Ingrid Ni Braoahbahain

Olá!

Para “dar um gostinho” do que pode-se aprontar com o Espírito do Século (SotC) que eu estou traduzindo (o Alpha do Espírito mesmo está disponível no link) estou apresentando mais um PC de um Cenário que estou começando a preparar para o Espírito do Século chamado “Primordiais“.
PS: O cenário será publicado conforme as idéias forem surgindo, mas fiquem à vontade para adotar esses materiais à vontade;


Ingrid Ni Braoahbahain

Sacerdotisa de Avalon e Primordial

Características

  • Idade: 30
  • Sexo: Feminino
  • Nacionalidade: Avalon – diz que é irlandesa quando precisa ocultar sua verdadeira origem
  • Cabelos: Negros
  • Olhos: Azul
  • Características Marcantes: Tranças
  • A Aventura: A Sacerdotisa de Avalon e os Lobos de Loki
  • Aspectos: Sacerdotisa de Avalon / A Beleza da Deusa / “O Mundo Exterior é Estranho” / Canto, Dança e Música / Mistérios da Religião Antiga / Vestes simples mas elegantes / Sortilégio: Viajando pelo “Mundo Interior” / Wicca / Boa Cozinheira / Primordial
  • Perícias:

    • Soberbo: Mistérios
    • Ótimo: Empatia, Artes
    • Bom: Determinação, Sobrevivência, Fascinar
    • Adequado: Contatos, Enganar, Estudos, Liderança
    • Mediano: Enganar, Ladinagem, Furtividade, Prestidigitação, Prontidão
  • Façanhas: Herbalismo, Segredos Arcanos: Magia Sagrada de Avalon, Cosmopolita, Virtuoso (Harpa), Poliglota
  • Trilha de Dano:
    • Saúde: [][][][][] []
    • Compostura: [][][][][] []

Crescida no Reino da Ilha de Esmeralda, Avalon, Ingrid Ni Braoahbahain (Ingrid Brabham no “Mundo Exterior”) ao nascer teve um soritlégio sobre ela cantado: “Ponte entre dois mundos / Caminho a ser seguido / Destino de ambos unidos / No grande sinal de triunfo“. Antes de que ela fosse, porém, mandada para o Mundo Exterior, ela foi treinada nos mistérios místicos das curas e na sabedoria da Religião e do Povo Antigo, conhecido no Mundo Exterior por Wicca. Como parte do treinamento, ela foi iniciada nas artes da dança, canto e música, além nos mais diversos ritos, inclusive aqueles de cunho mais sexual. Após sua formação básica, começou a fazer pequenas viagens para fora de Avalon, e pode presenciar a Guerra. Nesse momento, decidiu sair para o mundo e continuar atuando no mundo. E com isso, procura entender o sortilégio sobre sua cabeça e como poderá influenciar o mundo.
Ela é muito alta para a idade e parece em nada a “bruxa” típica, sendo bela e de voz suave. Suas vestes são sempre simples e elegantes, e quando pode gosta de usar enfeites feitos de materiais naturais, como couros, flores, galhos e seixos. Sua voz é suave e tem cadência irlandesa, o que permite a ela “disfarçar-se” de irlandesa, o que com a ajuda dos documentos “verídicos” que conseguiu permite que ela passe-se por irlandesa. Como Primordial, apenas recentemente conheceu outros, principalmente Hannah Striker, a quem têm um certo amor maternal. Não tem problemas com Angelus, independentemente do fato de ele estar mais ligado à Ordem de São Silvestrino, que vivem uma “paz inquieta” com os Wicca.

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Organização para Primordiais: a Ordem Ariana Estóica

Olá!

Seguindo a idéia de divulgar aos poucos materiais de cenário para o “cenário padrão” do Espírito do Século no Brasil, “Primordiais”, estou apresentando uma organização secreta para ser usada pelo Mestre em suas aventuras: a Ordem Ariana Estóica
Nota: essa descrição não é histórica, refletindo apenas a história para o cenário de Primordiais.

A Alemanha foi a grande derrotada na Grande Guerra, tendo seu país dizimado e suas conquistas destruidas. Seus recursos financeiros foram dizimados pela Guerra, e o pouco que sobrou foi “roubado” pelos vencedores nos saques ao final da Guerra. Não a toa isso forma ressentimentos, que por sua vez degeneram em violência. Os Judeus são alguns dos poucos que ainda possuem recursos financeiros na Alemanha pós-Guerra, e contra eles, aos poucos, a violência vem sendo dirigida.
E, por trás disso, e até mesmo por trás das ações do partido nazista, está a Ordem Ariana Estóica.
Demonologistas e estudiosos do arcano, a Ordem Ariana acredita serem os filhos e sucessores dos Heróis Arianos, como Thor, Siegfried e Freyd. São ambiciosos e inescrupulosos. Embora o mundo esteja observando com receio o crescimento de Adolph Hitler, os seus “conselheiros” que fazem parte da Ordem Ariana Estóica são extremamente mais perigosos.
O objetivo da Ordem é simples: dominação mundial e destruição dos povos indignos. Os métodos são os mais diversos, recorrendo até mesmo ao assassinato pelos meios místicos. Quando fazem uma ação contra alguém ou algum povo, são sempre espalhafatosos, o que normalmente é permitido pelas conexões que possuem com o partido nazistas. Além disso, ramificações e “ordens irmãs” estão aparecendo em países como Itália, Estados Unidos (no caso, ocultas na Klu Klux-Klan) e na América do Sul. Na realidade, para a Ordem Ariana, é extremamente fácil se infiltrar em qualquer lugar onde a raiz do nacionalismo exista.
A Ordem possui muitos inimigos: os rivais mais diretos são a Ordem de São Silvestrino (magos ligados à Igreja Católico), os Wicca, os Ciganos, os Cabalistas e integrantes de outras ordens místicas com idéias nacionalistas, como a Kairós e o Soviete Místico. Nos Estados Unidos, seu segundo foco de ação, são enfrentados também pelo Vudu e pelos xamãs. A principal força que ainda consegue manter a Ordem Ariana “na linha” são os Mestres Brancos, a Ordem que é considerada a conciliadora de todas as ordens. Nem mesmo a Ordem Ariana tem coragem de encarar os Mestres Brancos em uma batalha mística aberta… ainda.
Organização:
A Ordem Ariana atua nas frentes místicas e mundanas com igual intensidade e falta de escrúpulos. Na frente mundana, utiliza toda a estrutura policial e militar do governo nacionalista de Hitler para ações, assim como seu próprio braço militar, os “12 de Brünhild”, guerreiros dotados de armamento e poderes que os tornam temiveis, com sua habilidade berserker, onde eles se entregam a uma fúria de destruição, chacinando tudo e todos ao seu caminho, sendo parados apenas pela morte de suas vítimas… ou a deles próprios.
Para entrar na Ordem, é preciso passar por uma série de iniciações e comprovar ser ariano e/ou não ter tido contato com povos “indignos”, como judeus, ciganos, homossexuais e comunistas. Depois disso, uma série de iniciações é realizada, com o objetivo de realizar uma “lavagem cerebral” no “candidato” e torná-lo parte da Ordem de corpo e alma. Sabe-se que na iniciação é necessário matar ao menos uma pessoa de um povo indigno, e estupros, tortura e violência gratuíta contra esses povos não são raros. As iniciações variam conforme o caso, e nem todo integrante do exército alemão passa por ela, apenas aqueles mais fanáticos pela causa nazista.
A iniciação se encerra quando o integrante é colocado sob o comando de um Scharführer, um agente mais graduado que atua como mentor dele e de outros novos integrante. O período de encerramento é marcado pelas provas mais duras de iniciação, onde fraquejar pode significar a morte, principalmente no meio dos “12 de Brünhild”. Os que fracassam nesse momento são mortos com requintes de crueldade, e seus corpos são profanados das maneiras mais abjetas possíveis. O objetivo aqui é remover qualquer traço de humanidade da pessoa.
Acima dos Scharführer está o Oberführer, um comandante de várias “tropas” ou “células” que comanda suas ações em segredo, de modo que algumas vezes nem mesmo os Scharführer sabem o que está acontecendo. Os Oberführer são seres poderosos e malignos e estão no comando em vários níveis do Partido Nazista Alemão e de outras organizações similares.
As ações da Ordem são sempre “encobertas” por meio dos órgãos oficiais alemães. Normalmente a culpa é das SA, SS ou Gestapo, ou organizações similares.
Ações Atuais:
No presente momento, o objetivo maior da Ordem Ariana é expulsar todos os seus inimigos do submundo para fora da Alemanha. Seu objetivo real é dizimar qualquer outra Ordem Mística e roubar todos os segredos arcanos possíveis, mas seus líderes são pacientes e estão agindo para não chamarem a atenção. Já estão expulsando os Ciganos e os Wiccas, e os Cabalistas são o próximo em sua agenda. Logo, a Ordem Ariana será a única ordem mística na Alemanha.
Também procuram itens místicos relacionados com poderes e segredos arcanos, como o Pote de Ambrosia, a Cornucópia e o Caldeirão de Dagda, o que tem os colocado contra organizações poderosas, como a Kairós e os Wiccas. Recentemente, também têm enfrentados os Atlantes pela soberania do mar e pelos Cristais de Bório Atlante. L’Khurn, o Mestre Atlante, foi obrigado por causa disso a expedir um Édito para que nenhum Atlante poupasse qualquer integrante da Ordem Ariana.
Sobrenatural:
A Ordem Ariana é totalmente imersa no sobrenatural. Na verdade, a Ordem é o braço místico dos nazistas, que visa a destruição de ordens rivais. Suas mágicas são tradicionalmente de Magia Negra e Satânica, o que os coloca contra os Wicca e contra a Ordem de São Silvestrino. Estranhamente, isso também provoca problemas com o Culto de Satã, que abomina a Ordem por ela supostamente violar os Mandamentos Satânicos. Mas na real, a Ordem pouco se preocupa com as demais ordens místicas. Eles estão por um fio de declarerem guerra contra todas as ordens e suas ações atuais apenas apontam para isso. Uma guerra mágica e bélica entre a Ordem Ariana e as demais sociedades místicas pode ocorrer a qualquer momento.

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