Organização para Primordiais: Kairós, a Sociedade para Reconstrução da Grécia

Olá!

Seguindo a idéia de divulgar aos poucos materiais de cenário para o “cenário padrão” do Espírito do Século no Brasil, “Primordiais”, estou apresentando uma organização secreta para ser usada pelo Mestre em suas aventuras: Kairós, a Sociedade para a Reconstrução da Grécia.
Nota: essa descrição não é histórica, refletindo apenas a história para o cenário de Primordiais.


A Grécia após a Grande Guerra é um verdadeiro pavio de pólvora em meio aos Balcãs. Sendo um dos poucos a resistirem à expansão dos Turcos após a vitória dos mesmos em Gallipoli, a Grécia ainda assim é fragmentada internamente por sectarismos e divergências de opiniões, o que gera golpes e mais golpes de estado. É nesse cenário que muitas organizações secretas surgiram, mas a grande maioria delas apenas com objetivos pequenos de derrubar o governo ou organizações rivais.
Mas existe uma organização realmente a ser temida no meio de todas elas, que espalha ações em todo o mundo: a Kairós, a Sociedade para Reconstrução da Grécia. Fundada por um estranho líder, chamado apenas de Karonte, ela se espalhou por todo o mundo em meio às comunidades gregas.
O objetivo da Kairós é simples: devolver à Grécia as glórias imemoriais do Século de Péricles, quando os olhos de todo o mundo se voltaam a Atenas, e a glória das antigas cidades-estado, como Esparta, Eféso, Tessalônica e Corinto, dominavam o cenário do Mar Egeu e do Mediterrâneo. Os Kairós são todos de nacionalidade e/ou descendência grega, e adotam nomes ou alcunhas gregas. Todos falam e escrevem grego moderno e uma porcentagem quase absoluta fala grego antigo. Muitos são estudiosos que procuram resgatar a cultura e os artefatos da antiga Grécia a quem eles acreditam tais itens pertencer. Estranhamente, não se absteem de obter itens de outras culturas, alegando que “a Grécia é a mãe da verdadeira cultura”. Muitos deles são não-cristãos, adorando os deuses do panteão mitológico grego, mas não existem impedimentos religiosos para entrarem para a Kairós. Seu símbolo de reconhecimento é a letra Sigma em azul tatuado em algum ponto do corpo (normalmente de maneira pequena e discreta, como uma frase em grego onde apenas as letras sigma são destacadas em azul).
Diferentemente do que se possa imagina, a Kairós não é sempre “maligna” ou “terrorista”: na maior parte do tempo, os integrantes da Kairós tentam levar a diante sua agenda por meio de ações honestas e lícitas, dentro da normalidade: muitos dos patrocinadores da Kairós são bastante ricos, agindo nas sombras para adquirirem peças raras quando possível. Porém, a Kairós não possui grandes escrupulos quanto a ações ilegais: apenas evitam matar ou causar danos a outras pessoas para manterem o silêncio em relação à Kairós.
Na Kairós existem alguns estudiosos do oculto, principalmente de métodos místicos relacionados a ordens ascetas e às “magias filosóficas” e “sofísticas”. A Kairós possui dois braços místicos: A Ordem Sofística Iluminada e a Sociedade para a Iluminação Ascética Helênica. Ambas as ordens competem entre si por favores diante da Kairós, mas de outra maneira agem em conjuntos.
Os principais inimigos da Kairós estão dentro da Grécia e são representados pelas diversas pequenas sociedades que tentam dominar umas às outras no turbilhão político da Grécia pós-Grande Guerra. São pequenos, comparados à Kairós, mas suficientes para causarem problemas razoáveis.
A principal ordem inimiga da Kairós é a temível ordem de cunho nazista conhecida como Ordem Ariana Estóica. Essa sociedade é composta por magos que desejam dominação mundial dobrando por meios místicos todos os seus inimigos, e a Kairós lhe toma acesso a poderosos artefatos antigos associados aos deuses, como o Escudo de Atena, o Pote de Ambrosia, as Braçadeiras de Herácles e a Lança de Ares.
Ações Atuais:
A Kairós vem se mexendo bastante desde que o arqueólogo inglês Frank Winston descobriu em uma escavação o Pote de Ambrosia. O item ainda está na Grécia, mas o desejo é que o mesmo seja levado para o museu do Louvre ou para o Smithsorian Museum de Nova Iorque. Suspeita-se que essa ação na realidade seja tramada peal Ordem Ariana devido aos supostos poderes místicos do Pote de Ambrosia.
Ao mesmo tempo, existem suspeitas que as ações da Kairós estejam cada vez mais audazes. Vários políticos que tentaram uma unificação com outros países dos Balcãs, em especial com a Iugoslávia do Comunista Josef Tito, foram assassinados de maneira inacreditável: seus corpos, ou o que restou deles, foram literalmente transformados em montes de carne, sangue e tripas, como se tivessem sido macetados por marretas gigantescas (ou, mais exatamente, gigantes martelos de amaciar bife). Os ossos não apenas foram quebrados, mas totalmente triturados, sendo os crimes creditados a alguém que se auto-entitula “Herácles”. Não se sabe se as ações são realmente da Kairós ou (como eles afirmam) de alguém agindo por conta própria, mesmo que seja parte da Kairós.
Organização:
Todos os estudiosos de Sociedades secretas consideram a Kairós uma das mais eficientes, até porque utilizam a idéia das sociedades comunistas como forma de se estruturar. A “sede” da Kairós é em Atenas, onde suas principais células se agrupam, junto com Esparta (não estranhamente onde fica a maior parte do braço militar da Kairós), Eféso, Tessalônica, Corinto (onde fica o “braço cristão”) e Alexandria (os estudiosos e magos). A organização descentralizada da Kairós permite que suas ações sejam rápidas e localizadas, ao mesmo tempo que seguem uma agenda ampla e um objetivo focado.
A ordem possui poucas divisões, sendo que os integrantes de uma célula não conhecem diretamente à outra. Existem determinados símbolos e senhas que mudam de célula para célula, e alguns poucos “genéricos”. Em geral, usar o “genérico” da ordem não permite acesso imediato e leva a uma série de perguntas constrangedores. Isso visa a proteger a célula tanto de gaiatos que descobriram a senha “genérica” por acaso ou então contra pessoas que tenham obtido tal senha “genérica” por coerção a outros membros da Kairós de outras células.
De qualquer modo, uma vez que tais perguntas constrangedoras tenham sido respondidas e sua veracidade autenticada, o membro em questão e considerado o philos entre as duas células e passa a ter autoridade para revelar as senhas específicas de membros de uma célula para a outra, conforme a necessidade. Obviamente que existem termos que permitem que os membros de uma célula se reconheçam, que eles chamam genericamente de logae. A troca de logos entre as duas células só se dá por meio dos philia, e portanto apenas eles são responsabilizados no caso de vazamento. Mas se um não-philos agir de maneira prejudicar o philos inidicando os logos conhecidos pelo philos, ele está agindo em hubris, e portanto digno de punições severas. A célula central da Kairós, obviamente, mantem um controle sobre os philia que a encontram, e é a única a ter autoridade total, inclusive a de não revelar seus logae.
A hierarquia e assuntos internos de cada célula é critério único e exclusivo de cada célula, cabendo apenas ao philos mais poderoso (em geral, o que detêm os logae da célula mais poderosa ou influente da região, ou no caso das mais poderosas até mesmo a célula Ateniense) decidir como isso vai funcionar. Claro que o mesmo pode transferir esse poder para outro a qualquer momento, ou então tomar, tornando-se dictator (aquele que dita os caminhos). O que desejamos demonstrar aqui é que não existe estrutura rígida, sendo esta determinada conforme as necessidades específicas de cada célula.
O sobrenatural:
Muitos membros da Kairós vêem-a como uma sociedade pseudo-nacionalista, rígida mas na maior parte do tempo inofensiva. E a verdade normalmente ela o é. Mas diante do “sobrenatural”, a ação da Kairós é tão forte quanto descentralizada.
Os estudiosos do arcano (sobrenatural ou oculto) da Kairós são divididos em diversas “mini-ordens” ou “conceitos”, que se agrupam, por sua vez, em duas grandes ordens: A Ordem Sofística Iluminada e a Sociedade para a Iluminação Ascética Helênica. Perceba que, na realidade, as “mini-ordens” são desordenadas, sendo as únicas reais ordens a Ordem Sofística Iluminada e a Sociedade para a Iluminação Ascética Helênica. Por isso usamos o termo “conceitos” para as “mini-ordens” pois elas representam mais formas pelas quais um determinado membro de uma das ordens irá procurar agir do que um agrupamento de pessoas. É claro que “integrantes” de uma “mini-ordem” agirão em conjunto com facilidade, e isso dá a Kairós mais descentralização, o que eles consideram ser força visto o tempo pelo qual as Cidades-Estado gregas perduraram com louvor. Eles utilizam rituais mágicos baseados na religião não-cristã dos gregos, aos quais chamam de Treskia. Esses rituais permitem obter bastante poder e oferecer itens mágicos menores conforme a necessidade.
Um tipo de item bastante cotidiano na Kairós é o Aegis, um escudo místico que protege todos os usuários de leitura mental (Arcano, Obra-Prima, Uso Alternativo: Escudo Místico – +2 contra “leituras” por Mistério ou Empatia). O aegis  é usado quando o integrante da Kairós precisa proteger sua mente por algum motivo.
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