Os Reinos Exteriores

Para a maioria das pessoas “normais”, o mundo se resume aos locais “conhecidos”, os sete mares e seis continentes, e ainda assim há muitos mistérios que tumultuam o mundo, como as diferenças entre povos, nações e culturas.
Mas a verdade, conhecida por alguns poucos como os Primordiais, é bem diferente:
O “nosso Mundo” é chamado de “mundo Interior”, segundo um conceito dito por Angelus, o Arcanjo do Senhor. Ele afirma que:

(…) o mundo Interior é uma forma de proteger as pessoas contra aquilo que elas ainda não estão preparadas para conhecer e vice-versa. Existem civilizações antigas muito poderosas e dotada de ciência e poderes fora da imaginação do homem comum. Tal ciência e mistérios poderiam atiçar o que os homens tem de pior, corrompendo até mesmo as boas intenções que poderiam advir da “descoberta” de tais conhecimentos, riquezas e poderes.

Desse modo, pode-se afirmar que os “mundo Exterior” na verdade não queira dizer que os reinos que “fazem parte” do mesmo sejam “fora da realidade” ou coisa parecida (embora alguns, como Avalon, possam realmente estar “fora da realidade”), mas sim que eles são “desconhecidos” e “mantidos ocultos” da população em geral, tendo seu acesso dificultado tanto por barreiras (como no caso de Avalon) ou pelo simples desconhecimento das entradas (como Shangri-lá) . Os conflitos que poderiam derivar do conhecimento da existência dos “reinos exteriores”. Por sua vez, os “reinos exteriores” dificilmente se envolvem nas políticas e questões da comunidade “interior”, apenas o fazendo quando são envolvidos pelas circunstâncias.
Claro que renegados de ambos os lados possam atacar o outro. Obviamente isso é muito mais fácil (em teoria) do lado dos Reinos Exteriores, uma vez que eles conhecem os povos do mundo e podem o manipular facilmente, mas acontecem também conflitos derivados de pessoas do “nosso mundo” atacando os Reinos Exteriores.
Muitos dos Reinos Exteriores são reinos mantidos em lendas pelos povos do “nosso mundo”, e em muitos casos lendas devidamente “estimuladas” por emissários desses povos. Como exemplo, essa é a função de Galadhron, o fiel servo do Mestre Atlante L’Khurn: estimular o mito de Atlântida e, ao mesmo tempo, “separar o joio do trigo” quanto ao acesso ao reino sob os mares.
Existem muitos, muitos reinos que fazem parte do Mundo Exterior, mas alguns são mais conhecidos que outros. A saber, os mais conhecidos (tanto pelas lendas quanto pela realidade) são:

  • Atlântida: o Reino Sob os Mares é comandado pelo cruel e sábio L’Khurn, da casa de Kehov’tar. São humanos fortes e poderosos em combate, tanto quanto são sábios, em especial quando armado de sua tecnologia baseada nos Cristais de Bório Atlante;
  • Avalon: a Ilha Sagrada mantêm-se oculta a muito tempo, desde que o Rei Arthur rompeu seu juramento de proteger a “Religião Antiga”, independentemente de quaisquer outras religiões que viessem a entrar na Inglaterra (com as quais sempre foram tolerantes). Sua atual Rainha, Morgana das Fadas, está velha, em passo de perecer, mesmo com o uso das poderas poções e magias da Wicca, a “Religião Antiga”;
  • Norse: o Reino onde ficam os descententes dos Vikings é comandado com mãos de ferro por Anton, sucessor de Odin, que permanece sentado no Palácio de Valhala, de onde pode-se partir para Asgaard, a Morada dos Deuses. Se mantêm pouco ativo com o mundo exterior, apenas preparando suas tropas para o Ragnarök, o Crepúsculo dos Deuses, quando combaterá os maus e, de quebra, mostrar o valor superior dos Povos Nórdicos;
  • Shangri-lá: O Reino da Felicidade Plena, Shangri-lá estranhamente é um dos reinos com o maior número de emissários no “mundo Interior”, quase todos dedicados a pesquisa das novidades e coleta de conhecimento para fomentar a lendária Biblioteca de Akasha que (diz-se) existe lá. Lin T’sang é o atual líder das comunidades de Shangri-lá e recebe de braços abertos aqueles que vem sem má intenção;
  • Aztlán: Consagrado ao belicoso Hiutzatiploca, Aztlán é um reino terrível, de morte e religião. Os cultos sangrentos ao deus jaguar exigem que emissários roubem pessoas do “nosso mundo” para que estas sejam sacrificadas nas mãos do alto-clérigo do Hiutzatiploca, Tupac Zapator;
  • Qichua: Remanecentes dos Maias, os seguidores da serpente emplumada Quetzalcoatl (que ainda vive) se organizaram em um reino “longe do mundo”, mantido isolado. Embora sejam pacíficos na maior parte do tempo, tem como inimigos mortais os Altos Sacerdotes de Aztlán, que desejam roubar seus conhecimentos místicos e o ouro preservado por eles na lendária El Dorado;
  • Palmares: o Quilombo de Palmares ainda existe como um ponto de resguardo da cultura Yorubá no meio da América do Sul. Seu comandante atual, Mutaba, apenas procura garantir que não existem formas de alcançar Palmares, de modo que os conhecimentos secretos dos Yorubá não se percam;
  • Alamut: criada por Maomé, Alamut é, entre os dervixes e outros iniciados místicos mulçumanos, o reino de maior sabedoria entre todos. Supostamente criada e mantida pelos terríveis e maravilhosos djinn, Alamut é um reino que baseia sua proteção nos terríveis hashishin, os comedores da erva sagrada haxixe, cuja fúria insana em batalha é quase tão terrível quanto a dos bersekers de Norse;
  • Tir na n’Og: A Ilha Esmeralda sonhada pelos irlandeses e cantada em contos, guarda os restos mortais de heróis como Finn MacCool a Cu Chulainn e de itens como o Caldeirão de Dagda e a Lança de Finn MacCool, Tir na n’Og é pouco habitada, sendo a casa de muitas raças não humanas, como os Daione Sidhe e os Tuatha De Danaan. É de certa forma ligada com Avalon e mantem boas relações com outros reinos. Dizem que é um dos reinos com o maior número de itens e conhecimentos místicos perdidos guardados nele;
  • R’Lyeh: O reino subemerso pertencente ao terrível Deus-Demônio Cthulhu, que dorme seu sono de morte em vida perdido em terrores que fariam a mente humana se despedaçar como uma taça de cristal. Alguns de seus cultistas procuram esse reino para tentarem despertar o seu Senhor das Profundezas, e os conhecimentos profanos sobre o mesmo são procurados a todo culto por aqueles que adoram os Deuses Anciões de Antes da Aurora da Humanidade. O nome desse Reino Exterior é temido, e sua localização é incerta, mas uma coisa é verdade: todos rezam para que Cthulhu e suas hordas abissais não seja despertado;

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