FUDGE DAY em São Paulo – Um relato

Faz quase 15 dias que ocorreu o FUDGE DAY na AJOIP e faltou um relato sobre o evento. Na verdade apenas não fiz isso pois andei um pouco ocupado no serviço. Nesse meio tempo, publiquei as fichas dos 6 personagens usados na minha aventura no FUDGE DAY aqui no +4.
dscf0001_blogCheguei na AJOIP cedo e me preparei. Como, embora estivesse preparado para mestrar FUDGE Nárnia, sabia que o pessoal poderia acabar se interessando por outros cenários, além dos dos d6 (os dados Fudge chegaram apenas segunda feira dia 15), levei fichas de outros cenários meus (Carga Pesada, Harry Potter) e meu notebook, além de lápis, borracha e caderno de anotações. A opção por levar o notebook se deve ao fato de os materiais que seriam necessários de transportar seriam pesados demais e todos os materiais estavam no meu notebook, o que me deu opções muito boas, inclusive enquanto mestrei. Do mesmo modo, o notebook serviu de escudo para os meus rolamentos secretos.  Tudo pronto, apenas fiquei na expectativa da chegada de jogadores.

Por volta de meio-dia, chegou um jogador e em seguida dois integrantes do meu grupo de jogo. Com isso, pudemos jogar a aventura planejada. No caso, o jogador novo (Marcelo) não tinha nenhuma experiência com Fudge, enquanto os jogadores do meu grupo já tinham tido contato com o sistema. A aventura mestrada, “Sumiços no Flecha Sinuosa”, é uma aventura simples de investigação que ainda irei publicar nesse blog: basicamente, é uma história onde os personagens tiveram que descobrir o paradeiro de várias crianças, tanto humanas quanto de outros povos livres de Nárnia na região do Rio Flecha Sinousa, entre Arquelândia e Calormânia. Como qualquer um que tenha lido Nárnia sabe, em geral os Calormanos são os vilões da história.
dscf0003_blogOs personagens usados forma Orion, o guerreio e sábio (Marcelo); Grieg, Cavaleiro de Cair Paravel (Francine, do meu grupo de jogo) e Talon, a Pantera Falante (Leonardo, também do meu grupo de jogo). Além deles, utilizei como NPCs (embora planejasse usar como PCs), Lyos, o Diplomata e Ostara, a calormana rebelde. A aventura começou bem, com os personagens investigando a região e sendo encontrada por Ostara e seus tuaregs (rebeldes). Obviamente, foi complicado a eles aceitarem que Ostara não era a inimiga, por ser uma calormana. Foi necessário vários testes (em especial de Orion) e a intervenção tanto de Orion quanto de Talon para que eles entendessem que Ostara não era a inimiga, apesar de terem sido presos por esta.
Ao chegar no vilarejo (na verdade, uma paliçada cercando um pequeno esconderijo no meio de um bosque), descobriram que Ostara também tinha perdido alguns jovens. O fato de ter-se visto calormanos na fronteira com o Flecha não era relacionado com o grupo de Ostara Em especial, descobriram que Ostara ia contra os Tarcãas que muito provavelmente entraram às escondidas na Arquelândia.
Com Ostara adicionada ao grupo, eles foram por um outro caminho até encontrarem o que parecia uma fortaleza oculta no bosque. Ao entrar, descobriram que os calormanos realmente tinham atravessado o Flecha, mas que foram atacados. O pior é que nada de valor foi levado, embora todos os calormanos da fortaleza foram rechaçados mortos e muitos deles tinham pedaços ou órgãos faltando, ou mesmo não estavam inteiros. Descobriram que o plano do grupo em questão era atacar alguns grupos tuaregs que descobriu-se estarem na Arquelândia. Ostara roubou então o mapa que tinha a localização de tais grupos. Com a investigação de Grieg, Talon e Orion, descobriu-se o caminho pelo qual o grupo atacante que destruiu os calormanos veio. Descobriu-se também que não se tratava de um exército profissional ou mesmo de um grupo protetor. Tratava-se de uma turba que foi trazida até lá e dispersou-se tão rapidamente quanto a fúria deles foi aplacada com a destruição dos calormanos.
Ao seguirem a trilha oposta à que eles tinham tomado, aos poucos ofram saindo do bosque. Foi quando Talon detectou uma primeira emboscada e todos enfrentaram alguns Lobos malignos. Tais Lobos não duraram muito, sendo que o mais ferido foi Lyos (sofreu um Ferimento Grave, curado por magia por Orion). Seguindo adiante, encontraram uma caverna onde descobriram a verdade: uma megera estava matando crianças para aumentar seus poderes. A mesma estava protegida contra ataques por armas (no caso, considerando o uso de uma magia de Benção Maior) e mandava lobos atacarem, ao mesmo tempo que usava seus truques mágicos para imobilizar a todos, em especial Coma (que quase vitimou tanto Orion quanto Grieg). Após derrotarem vários lobos malignos, Grieg atacou a megera com sua espada e não foi bem sucedido, o mesmo valendo para os ataques com arcos tanto de Orion quanto de Ostara. Foi quando Talon saltou e atacou com as patas a megera, levando-a ao chão, e Grieg terminou o serviço com socos, acabando com a megera e resgatando as crianças vivas.
A opinião da mesa foi muito favorável à aventura, em especial de Marcelo, que nunca tinha jogado Fudge antes e ficou um pouco confuso nos primeiros testes de perícias com o mecanismo de 4d6 do Fudge. Mas mesmo ele pegou o jeito rapidamente.
Depois disso, conversei com alguns integrantes da AJOIP sobre o Fudge e sobre RPG em geral, até que deu umas 6h e resolvi ir para casa. Porém, antes disso recebi o convite do Thomas da AJOIP para realizar outros eventos do Fudge (como futuros Fudge Days) na AJOIP, assim como o apoio do Douglas do D3 System para uma melhor divulgação, o que realmente foi uma falha minha: devido ao fato de não ter tido o espaço confirmado até alguns dias antes do Fudge Day, não confirmei o evento e não fiz uma boa divulgação, o que prejudicou inclusive a vinda dos Fudge Dice que estavam prometidos.
De qualquer modo, achei que o resultado final, embora tenha ficado aquém do que esperava, foi positivo. Espero que em outras oportunidades as coisas aconteçam melhor, e agradeço à Gray Ghost Games, a AJOIP e ao D3System pelo apoio. assim como ao pessoal das listas de discussão da Internet

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Um comentário em “FUDGE DAY em São Paulo – Um relato

  1. Phil Souza disse:

    Muito bom Fábio! Prometo que em um próximo Fudge Day colaboro com algo aqui no Rio de Janeiro!

    Só uma dica, você misturou a história da sua aventura com o relato do dia de evento.

    Não seria interessante separar os dois? Ou disponibilizando um pdf com a aventura, ou usando aquele quote ou italico e avisar que quem não se interessar por ler a aventura pule para a parte não marcada?

    Só uma opinião.

    Parabéns pelo iniciativa, quero ver se faço algo assim no Rio.

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