Os Elfos das Sombras – uma nova Raça para o mundo de Rygar

As criaturas mais belas que qualquer Rygariano pode encontrar pelas ruas da Grande Cidade são os  elfos; Belos, graciosos e mortais em combate, os elfos são a suprema perfeição das raças criadas pelos Deuses. Os Aedar são os filhos supremos dos Deuses entre os Mortais, pois não morrem a não ser por violência ou após a passagem de Eras inteiras do mundo.
Do outro lado da balança cósmica entre o Bem e o Mal, existem os Renegados, os Elfos Negros, ou os Aleag-Aedar: curéis e sangüinolentos, representam o Mal em sua forma mais tirânica. Mesmo alguns seres de outros planos temem os Renegados, pois seu desejo de Sangue não possu limites. Em especial, o sangue de seus irmãos do Bem.
Mas existe um grupo de Elfos que não pendem excessivamente nem para o Bem e nem para o Mal, nem para a Ordem e nem para o Caos. Os espíritos lívres, os driamin heagrar, ou Hevtra Aedar. Ou como os humanos os chamam, os Elfos das Sombras.
Do surgimento dos Elfos das Sombras:
A história dos Elfos das Sombras começa com a rebelião dos Elfos Negros. Os Deuses do Mal seduziram alguns clãs com conhecimento pérfido para que esses se revoltassem contra os Deuses Criadores. Uma batalha se seguiu entre as facções, e famílias inteiras foram estilhaçadas no processo. Os rebeldes foram chamados de Aleag-Aedar, “traidores do povo” e vencidos, foram obrigados a se afasatar dos seus, amaldiçoados com a pele da cor de seus orações. Assim dizo mito contado no HivamaAeadare, o livro do povo.
Expulso de suas terras, muitos Elfos seguiam seus líderes malignos, mas alguns começaram a enxergar a teia de mentiras e blasfêmias que os Deuses Malignos teceram com língua embebida em mel. Desses, um se tornou visível aos olhos dos Deuses que temiam pelo Equilíbrio cósmic: Eathara, o Senhor dos Eathar, um dos clãs que tinham se voltado para o mal. Ele uniu-se com alguns outros lãs que viam o perigo dos Deuses Malignos e enfrentaram-os. Mesmo usando os conhecimentos proibidos, seu menor número e a crueldade de seus irmãos fizeram com que estes fossem vencidos e tivessem que fugir para não serem chacinados.
Foi quando a Deusa do Conhecimento, a Dançarina das Sombras, a Senhora que Tudo Ouve, a Cortesã do Equilíbrio, a própria Deusa Ilavait ouviu as preces dos seguidores de Eathara. E o ensinou seus mistérios, e como eles poderiam se ocultar em meio as sombras, sem temer Sol ou Lua, como seus irmãos mais malignos. Ocultavam-se nas densas sombras das Florestas, e aprendiam tudo para sobreviver: o canto dos pássaros e a voz das bestas, venenos e curas, e toda forma de conhecimento.
Obviamente eram caçados ainda: seus irmãos obscuros temiam-os, pois é dito que a Cortesã do Equilíbrio revela segredos ainda maiores que os dos Mestres Malignos aos quais seguiam. E seus irmãos do bem ainda imaginam que estes seguiam os Senhores do Mal como os Aleag-Aedar. E a Revolta contra os Malignos, Levatel-Evarin, ficou apenas sendo uma página de mácula para os Elfos da Luz e um tabu para os Elfos das Trevas.
Mas eles prosperaram aos poucos. Seus números aumentavam. E com o tempo, seu nomadismo esclarecido tornou-se uma forma de vida interessante. Interagiam com todas as raças dispostas a aceitá-los, como os curiosos homens-gatos numanos, o povo de Dornin que vive abaixo da terra, os Anões, e com outros povos inteligentes. À exceção de Ilavait, não desrespeitavam mas também não prestavam culto a nenhum deus como raça. Kyetrus Dailivos Nait, Koreptus Devolas Nait: nem aos Deuses do Céu, nem aos Demônios das Profundesas. Aegaren Rievel Dailia Touaran: apenas seguimos a que abre os olhos dos povos. Esses são os Elfos das Sombras.
Sobre a aparência e psique dos Elfos das Sombras:
Os Elfos das Sombras são parecidos com os seus “irmãos” da Luz, mas com a diferença de sempre terem a pele acinzentada, como cinzas de borralho. Seus cabelos são brancos como os dos Aleag-Aedar, mas os olhos são de cor prata ou ouro, levemente pálidos. No demais, parecem-se com outros elfos e tem o mesmo tempo de vida que os mesmos.
Devido ao seu contato com Ilavait, A Dançarina das Sombras, eles desenvolveram um talento além do normal para a ocultação, sendo que os mais experientes são capazes de se ocultarem nas sombras como se mesclassem-se às mesmas. Além disso, diferentemente dos irmãos adeptos da Espada e do Arco, são lutadores proficientes com a Adaga e com a Zarabatana.
A estrutura do clã dos Elfos das Sombras, ou Iliandin-Ieamarè, como é dito no idioma Ieamar, é composta por um grupo de Sábios (Poerith) que comandam as bases da comunidade. A eles são subordinados os Senhores das Casas (Henorith), que são os homens e mulheres mais velhos dos Ieamarè, à exceção dos Poerith. Os demais são os Treohith, os Viventes. Os Elfos das Sombras não mantêm escravos e todas as decisões são tomadas em votação pela comunidade, o Ieamarethphta, com os Poerith tendo direito ao Voto de Minerva.
Além dos Poerith, dentro da comunidade Ieamerè, existe um respeito absoluto aos Tiermerèith, os Divulgadores do Conhecimento, aqueles que se comprometem a divulgar informações dentro da comunidade. Apesar da psique levemente similar ao de seus Irmãos da Luz, os Iemarè não vêem com maus olhos os meio-Elfos da Sombras, ou Tird-Ieamarè, os “que entraram para o Povo”.
Os Elfos das Sombras tendem a profissões que dependam da mente sobre os músculos, tendendo a serem magos e diplomatas bastante versáteis, além de Ladinos. Em Rygar, os Elfos das Sombras encontram farto campo de trabalho entre os Mensageiros de Rygar, mas não chegam a ser maioria na profissão.
Os Elfos das Sombras são um pouco desconfiados das raças como grupos, mas estão talvez entre as raças menos tendentes a pré-julgamentos do mundo de Rygar. São curiosos sobre as pessoas como indivíduos, e mesmo dentro deles como raça, tendem a ser honestos em um sentido amplo da palavra: um Elfo das Sombras que apronte algo grave pode se descobrir (e na verdade contará com) ser caçado pelos demais de sua raça.
Sobre as relações dos Elfos das Sombras:
Os Elfos tendem a desconfiar dos Elfos das Sombras, que para eles são pouco melhores que os Aleag-Aedar. Em geral, um Elfo demonstrará desprezo em relação aos Elfos das Sombras. Os Anões tendem a ver os Elfos das Sombras com olhares honestos quando os mesmos não se envolvem com coisas malignas: entre as raças não humanas, os Anões talvez sejam os mais honestos em relação às suas reações frente aos Elfos das Sombras. Raças Goblinóides costumam transferir seu ódio racial dos Elfos aos Elfos das Sombras sem questionar-se. Halflings e Gnomos vêem os Elfos das Sombras com olhares curiosos e nada mais, assim como os Minotauros. Os Humanos, porém, podem ser considerados os melhores aliados e inimigos dos Elfos das Sombras, pois ambas as raças se parecem demais.
Sobre os cultos dos Elfos das Sombras:
A grande maioria dos Elfos das Sombras voltam suas preces apenas à Dama do Conhecimento Ilavait. Uma Deusa Nobre e Honrada, mas furiosa quando perturbada, Ilavait é conhecida pelo contraditório em sua existência: seus Itens Sagrados, reproduzidos por seus seguidores, são o Livro do Universo (onde acredita-se esteja registrado todos os eventos da Existência segundo as milhões de óticas possíveis) e a Rompedora de Mentiras, uma Espada Claymore que Ilavait usou para romper as tramas de mentiras usadas pelos Deuses Malignos para seduzirem os Elfos das Sombras. Essa Deusa possui um comportamento apenas levemente bondoso, mas fica em uma posição de Neutralidade.
Além de Ilavait, existem cultos a Imehan (como os Iemar chamam Donindamaran, o criador de todos os Elfos) e Mavadanis (divindade humana da vida). O culto individual a Tormec (deus dos Mortos) é respeitado, pois esse deus é também conhecido como Itonis, o Que Encerra os Contos. Cultos a deuses realmente malignos, como Shiakna (deus da Morte) e Livernas (deus da Tirania) são reprovados, mas não são per se suficientes para que um Elfo das Simbras seja expulso de sua comunidade, embora praticar ações como matar alvos inocentes seja suficente para tal (o que normalmente é exigido de todo seguidor de Shiakna).
Um “culto” respeitado pelos Ilavait é o do Itonlinas, ou a Oração da Morte. Esse culto não é voltado a nenhum deus em especial, apesar de muitos de seus “seguidores” adorarem Ilavait ou Itonis. A Oração da Morte é feita por um Elfo das Sombras (ou qualquer um que assim deseje fazer) chamado de Orador dos Mortos. A ele é dado o direito de falar sobre a vida da pessoa, o que é conhecido como Itonis-Acandar (A História do Morto). O Orador não pode julgar as ações da pessoa, ao menos até que o ritual do Itonlinas seja concluído com o término do conto ao pé da sepultura (ou equivalente). Após isso, o Orador tem o direito de afirmar suas opiniões sobre as ações do morto, desde que ele coloque as coisas de maneira clara e respeitosa.
Sobre os números dos Elfos das Sombras:
As maiores comunidades de Elfos das Sombras estão em Rygar, cidade que, devido ao seu tamanho, pode abrigar os Ieamarè sem chamar muita atenção. Pode-se ver Elfos das Sombras em toda a Rygar, sendo visões comuns na Praça das Raças, no Bairro Vertical e em outras localidades similares. A reputação dos Elfos das Sombras lhes permitiram ter um Alto Burocrata, Leovan Tzaimanin, que cuida dos interesses dos Elfos das Sombras.
Fora de Rygar, é possível encontrar Elfos das Sombras por toda a Rygar, mas em comunidades esparsas e pequenas, em geral com não mais de 30 elfos.
Mistérios envolvendo os Elfos das Sombras:

  • Existe um plano secreto criado por Ilavait que é obedecido pelos Elfos das Sombras. Ninguém sabe qual seria esse plano, mas como eles foram vistos ao lado tanto de grandes heróis quanto dos maiores tiranos existem dúvidas sobre as verdadeiras intenções dos Ieamarè;
  • Rygar possui uma grande população de Elfos das Sombras em especial devido ao fato de os Altos Burocratas protegerem os mesmos da Ahraina, uma espécie de pogrom decretado pelos Elfos contra os seus antigos irmãos. Fora de Rygar existem notícias de clãs de Ieamarè que foram completamente exterminados pelos Elfos e vice-versa;
  • Os Elfos Malignos têm medo que os Elfos das Sombras possam levar os conhecimentos que os mesmos obtêem a aqueles que possam fazer uso dos mesmos para os destruir, então procuram tornar as relações entre os Elfos das Sombras e as demais raças o mais instável possível;
  • Leaf Speedster, a mais famosa Mensageira de Rygar, teria sangue dos Ieamarè dentro dela e eseria uma Oradora dos Mortos;
  • Por algum motivo, existe apenas uma única raça que em geral recebe o ódio dos Ieamarè, que são os monstros conhecidos como Devoradores de Mente. Acredita-se que isso deva-se a um conflito entre as ideologias de conhecimento dos Ieamarè,  baseado na observação e aprendizado, e dos Devoradores, que os Ieamarè consideram pior que o roubo;
  • Alguns dos magos mais poderosos da Sacrossanta Ordem Arcana de Rygar são Elfos das Sombras;
  • Um boato afirma que a Sombra do Elfo das Sombras é uma entidade à parte simbiótica com o mesmo, que permite que ele viaje através de sombras. Também é dito que aquele que conseguir golpear a sombra de um Elfo das Sombras lhe causa dor excruciante, podendo matá-lo. Também é dito, porém, que a sombra de um Elfo das Sombras pode atacar diretamente qualquer criatura por meio da sombra da mesma;
  • Os numanos, raça nomade que vem e vai de Rygar, são um dos poucos aliados dos Ieamarè, em especial porque, assim como os Elfos das Sombras, os numanos são adoradores de Ilavait;
  • Os Oradores dos Mortos são os maiores entre os adoradores de Ilavait, que portanto teriam dons de lembrar tudo o que um morto lembrava em vida, desde que participassem da Oração da Morte do mesmo;

Essa é mais uma contribuição do +4 para Rygar, o cenario que está sendo criado em conjunto pela Blogosfera RPGística Brasileira. Veja também as contribuições dos Pergaminhos Dourados, do Inominattus e do RPGista.com.br, assim como as demais contribuições do +4.
Espero que seja válido para você que leu

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Um comentário em “Os Elfos das Sombras – uma nova Raça para o mundo de Rygar

  1. cochise disse:

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