Os Elfos das Sombras – uma nova Raça para o mundo de Rygar

As criaturas mais belas que qualquer Rygariano pode encontrar pelas ruas da Grande Cidade são os  elfos; Belos, graciosos e mortais em combate, os elfos são a suprema perfeição das raças criadas pelos Deuses. Os Aedar são os filhos supremos dos Deuses entre os Mortais, pois não morrem a não ser por violência ou após a passagem de Eras inteiras do mundo.
Do outro lado da balança cósmica entre o Bem e o Mal, existem os Renegados, os Elfos Negros, ou os Aleag-Aedar: curéis e sangüinolentos, representam o Mal em sua forma mais tirânica. Mesmo alguns seres de outros planos temem os Renegados, pois seu desejo de Sangue não possu limites. Em especial, o sangue de seus irmãos do Bem.
Mas existe um grupo de Elfos que não pendem excessivamente nem para o Bem e nem para o Mal, nem para a Ordem e nem para o Caos. Os espíritos lívres, os driamin heagrar, ou Hevtra Aedar. Ou como os humanos os chamam, os Elfos das Sombras.
Do surgimento dos Elfos das Sombras:
A história dos Elfos das Sombras começa com a rebelião dos Elfos Negros. Os Deuses do Mal seduziram alguns clãs com conhecimento pérfido para que esses se revoltassem contra os Deuses Criadores. Uma batalha se seguiu entre as facções, e famílias inteiras foram estilhaçadas no processo. Os rebeldes foram chamados de Aleag-Aedar, “traidores do povo” e vencidos, foram obrigados a se afasatar dos seus, amaldiçoados com a pele da cor de seus orações. Assim dizo mito contado no HivamaAeadare, o livro do povo.
Expulso de suas terras, muitos Elfos seguiam seus líderes malignos, mas alguns começaram a enxergar a teia de mentiras e blasfêmias que os Deuses Malignos teceram com língua embebida em mel. Desses, um se tornou visível aos olhos dos Deuses que temiam pelo Equilíbrio cósmic: Eathara, o Senhor dos Eathar, um dos clãs que tinham se voltado para o mal. Ele uniu-se com alguns outros lãs que viam o perigo dos Deuses Malignos e enfrentaram-os. Mesmo usando os conhecimentos proibidos, seu menor número e a crueldade de seus irmãos fizeram com que estes fossem vencidos e tivessem que fugir para não serem chacinados.
Foi quando a Deusa do Conhecimento, a Dançarina das Sombras, a Senhora que Tudo Ouve, a Cortesã do Equilíbrio, a própria Deusa Ilavait ouviu as preces dos seguidores de Eathara. E o ensinou seus mistérios, e como eles poderiam se ocultar em meio as sombras, sem temer Sol ou Lua, como seus irmãos mais malignos. Ocultavam-se nas densas sombras das Florestas, e aprendiam tudo para sobreviver: o canto dos pássaros e a voz das bestas, venenos e curas, e toda forma de conhecimento.
Obviamente eram caçados ainda: seus irmãos obscuros temiam-os, pois é dito que a Cortesã do Equilíbrio revela segredos ainda maiores que os dos Mestres Malignos aos quais seguiam. E seus irmãos do bem ainda imaginam que estes seguiam os Senhores do Mal como os Aleag-Aedar. E a Revolta contra os Malignos, Levatel-Evarin, ficou apenas sendo uma página de mácula para os Elfos da Luz e um tabu para os Elfos das Trevas.
Mas eles prosperaram aos poucos. Seus números aumentavam. E com o tempo, seu nomadismo esclarecido tornou-se uma forma de vida interessante. Interagiam com todas as raças dispostas a aceitá-los, como os curiosos homens-gatos numanos, o povo de Dornin que vive abaixo da terra, os Anões, e com outros povos inteligentes. À exceção de Ilavait, não desrespeitavam mas também não prestavam culto a nenhum deus como raça. Kyetrus Dailivos Nait, Koreptus Devolas Nait: nem aos Deuses do Céu, nem aos Demônios das Profundesas. Aegaren Rievel Dailia Touaran: apenas seguimos a que abre os olhos dos povos. Esses são os Elfos das Sombras.
Sobre a aparência e psique dos Elfos das Sombras:
Os Elfos das Sombras são parecidos com os seus “irmãos” da Luz, mas com a diferença de sempre terem a pele acinzentada, como cinzas de borralho. Seus cabelos são brancos como os dos Aleag-Aedar, mas os olhos são de cor prata ou ouro, levemente pálidos. No demais, parecem-se com outros elfos e tem o mesmo tempo de vida que os mesmos.
Devido ao seu contato com Ilavait, A Dançarina das Sombras, eles desenvolveram um talento além do normal para a ocultação, sendo que os mais experientes são capazes de se ocultarem nas sombras como se mesclassem-se às mesmas. Além disso, diferentemente dos irmãos adeptos da Espada e do Arco, são lutadores proficientes com a Adaga e com a Zarabatana.
A estrutura do clã dos Elfos das Sombras, ou Iliandin-Ieamarè, como é dito no idioma Ieamar, é composta por um grupo de Sábios (Poerith) que comandam as bases da comunidade. A eles são subordinados os Senhores das Casas (Henorith), que são os homens e mulheres mais velhos dos Ieamarè, à exceção dos Poerith. Os demais são os Treohith, os Viventes. Os Elfos das Sombras não mantêm escravos e todas as decisões são tomadas em votação pela comunidade, o Ieamarethphta, com os Poerith tendo direito ao Voto de Minerva.
Além dos Poerith, dentro da comunidade Ieamerè, existe um respeito absoluto aos Tiermerèith, os Divulgadores do Conhecimento, aqueles que se comprometem a divulgar informações dentro da comunidade. Apesar da psique levemente similar ao de seus Irmãos da Luz, os Iemarè não vêem com maus olhos os meio-Elfos da Sombras, ou Tird-Ieamarè, os “que entraram para o Povo”.
Os Elfos das Sombras tendem a profissões que dependam da mente sobre os músculos, tendendo a serem magos e diplomatas bastante versáteis, além de Ladinos. Em Rygar, os Elfos das Sombras encontram farto campo de trabalho entre os Mensageiros de Rygar, mas não chegam a ser maioria na profissão.
Os Elfos das Sombras são um pouco desconfiados das raças como grupos, mas estão talvez entre as raças menos tendentes a pré-julgamentos do mundo de Rygar. São curiosos sobre as pessoas como indivíduos, e mesmo dentro deles como raça, tendem a ser honestos em um sentido amplo da palavra: um Elfo das Sombras que apronte algo grave pode se descobrir (e na verdade contará com) ser caçado pelos demais de sua raça.
Sobre as relações dos Elfos das Sombras:
Os Elfos tendem a desconfiar dos Elfos das Sombras, que para eles são pouco melhores que os Aleag-Aedar. Em geral, um Elfo demonstrará desprezo em relação aos Elfos das Sombras. Os Anões tendem a ver os Elfos das Sombras com olhares honestos quando os mesmos não se envolvem com coisas malignas: entre as raças não humanas, os Anões talvez sejam os mais honestos em relação às suas reações frente aos Elfos das Sombras. Raças Goblinóides costumam transferir seu ódio racial dos Elfos aos Elfos das Sombras sem questionar-se. Halflings e Gnomos vêem os Elfos das Sombras com olhares curiosos e nada mais, assim como os Minotauros. Os Humanos, porém, podem ser considerados os melhores aliados e inimigos dos Elfos das Sombras, pois ambas as raças se parecem demais.
Sobre os cultos dos Elfos das Sombras:
A grande maioria dos Elfos das Sombras voltam suas preces apenas à Dama do Conhecimento Ilavait. Uma Deusa Nobre e Honrada, mas furiosa quando perturbada, Ilavait é conhecida pelo contraditório em sua existência: seus Itens Sagrados, reproduzidos por seus seguidores, são o Livro do Universo (onde acredita-se esteja registrado todos os eventos da Existência segundo as milhões de óticas possíveis) e a Rompedora de Mentiras, uma Espada Claymore que Ilavait usou para romper as tramas de mentiras usadas pelos Deuses Malignos para seduzirem os Elfos das Sombras. Essa Deusa possui um comportamento apenas levemente bondoso, mas fica em uma posição de Neutralidade.
Além de Ilavait, existem cultos a Imehan (como os Iemar chamam Donindamaran, o criador de todos os Elfos) e Mavadanis (divindade humana da vida). O culto individual a Tormec (deus dos Mortos) é respeitado, pois esse deus é também conhecido como Itonis, o Que Encerra os Contos. Cultos a deuses realmente malignos, como Shiakna (deus da Morte) e Livernas (deus da Tirania) são reprovados, mas não são per se suficientes para que um Elfo das Simbras seja expulso de sua comunidade, embora praticar ações como matar alvos inocentes seja suficente para tal (o que normalmente é exigido de todo seguidor de Shiakna).
Um “culto” respeitado pelos Ilavait é o do Itonlinas, ou a Oração da Morte. Esse culto não é voltado a nenhum deus em especial, apesar de muitos de seus “seguidores” adorarem Ilavait ou Itonis. A Oração da Morte é feita por um Elfo das Sombras (ou qualquer um que assim deseje fazer) chamado de Orador dos Mortos. A ele é dado o direito de falar sobre a vida da pessoa, o que é conhecido como Itonis-Acandar (A História do Morto). O Orador não pode julgar as ações da pessoa, ao menos até que o ritual do Itonlinas seja concluído com o término do conto ao pé da sepultura (ou equivalente). Após isso, o Orador tem o direito de afirmar suas opiniões sobre as ações do morto, desde que ele coloque as coisas de maneira clara e respeitosa.
Sobre os números dos Elfos das Sombras:
As maiores comunidades de Elfos das Sombras estão em Rygar, cidade que, devido ao seu tamanho, pode abrigar os Ieamarè sem chamar muita atenção. Pode-se ver Elfos das Sombras em toda a Rygar, sendo visões comuns na Praça das Raças, no Bairro Vertical e em outras localidades similares. A reputação dos Elfos das Sombras lhes permitiram ter um Alto Burocrata, Leovan Tzaimanin, que cuida dos interesses dos Elfos das Sombras.
Fora de Rygar, é possível encontrar Elfos das Sombras por toda a Rygar, mas em comunidades esparsas e pequenas, em geral com não mais de 30 elfos.
Mistérios envolvendo os Elfos das Sombras:

  • Existe um plano secreto criado por Ilavait que é obedecido pelos Elfos das Sombras. Ninguém sabe qual seria esse plano, mas como eles foram vistos ao lado tanto de grandes heróis quanto dos maiores tiranos existem dúvidas sobre as verdadeiras intenções dos Ieamarè;
  • Rygar possui uma grande população de Elfos das Sombras em especial devido ao fato de os Altos Burocratas protegerem os mesmos da Ahraina, uma espécie de pogrom decretado pelos Elfos contra os seus antigos irmãos. Fora de Rygar existem notícias de clãs de Ieamarè que foram completamente exterminados pelos Elfos e vice-versa;
  • Os Elfos Malignos têm medo que os Elfos das Sombras possam levar os conhecimentos que os mesmos obtêem a aqueles que possam fazer uso dos mesmos para os destruir, então procuram tornar as relações entre os Elfos das Sombras e as demais raças o mais instável possível;
  • Leaf Speedster, a mais famosa Mensageira de Rygar, teria sangue dos Ieamarè dentro dela e eseria uma Oradora dos Mortos;
  • Por algum motivo, existe apenas uma única raça que em geral recebe o ódio dos Ieamarè, que são os monstros conhecidos como Devoradores de Mente. Acredita-se que isso deva-se a um conflito entre as ideologias de conhecimento dos Ieamarè,  baseado na observação e aprendizado, e dos Devoradores, que os Ieamarè consideram pior que o roubo;
  • Alguns dos magos mais poderosos da Sacrossanta Ordem Arcana de Rygar são Elfos das Sombras;
  • Um boato afirma que a Sombra do Elfo das Sombras é uma entidade à parte simbiótica com o mesmo, que permite que ele viaje através de sombras. Também é dito que aquele que conseguir golpear a sombra de um Elfo das Sombras lhe causa dor excruciante, podendo matá-lo. Também é dito, porém, que a sombra de um Elfo das Sombras pode atacar diretamente qualquer criatura por meio da sombra da mesma;
  • Os numanos, raça nomade que vem e vai de Rygar, são um dos poucos aliados dos Ieamarè, em especial porque, assim como os Elfos das Sombras, os numanos são adoradores de Ilavait;
  • Os Oradores dos Mortos são os maiores entre os adoradores de Ilavait, que portanto teriam dons de lembrar tudo o que um morto lembrava em vida, desde que participassem da Oração da Morte do mesmo;

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O “Dragão de Forno” – uma estalagem de Rygar

Rygar, como se sabe, é uma grande cidade, maior até mesmo que alguns reinos. Portanto, em tamanha cidade, variados tipos de pessoas vivem, e portanto existe a necessidade de diversos tipos de tavernas para os paladares desses diversos tipos de pessoas. Desde o badalado restaurante élfico “Gindjael” ao infame “Machado no Crânio“, passando por um sem-número de barracas, tavernas, estalagens, cantinas e afins, o visitante pode encontrar pratos capazes de satisfazer seu paladar, por mais exótico ou grotesco que ele seja (reza a lenda que na  Torre da Perdição do Bairro Vertical pode ser encontrada uma sinistra taverna especializada para canibais e outras criaturas que se saciem de carne humana ou semi-humana). Mas não existe estalagem mais famosa que a “Dragão de Forno”.
O estranho nome às vezes é considerado ofensivo, mas reza a lenda que foi dado por um Dragão de Cobre que estava passando por Rygar em forma humana, chamado Deroxyalyachyus (Dragão, Bom) ao ver o prato principal servido por Tyrondir Mãodemassa (Halfling, Bom), um poderoso guisado temperado com especiarias picantes dentro de um pão em formato de dragão! Sem que Tyrondir  soubesse que estava servindo a um Dragão, ele serviu o guisado ao dragão, que apreciou o saboroso prato e decidiu homenagear Tyrondir revelando a verdade sobre ele. Ao descobrir o fato de Deroxy (como o Dragão preferia ser chamado), Tyrondir se apavorou, pensando que seria ele a virar comida de Dragão. Deroxy então teria soltado uma sonora gargalhada e dito a Tyrondir: “Já comi vários fornos de dragão, mas nunca um Drãgo de Forno!“. Tyrondir, que jamais tinha nomeado sua estalagem e nem seu prato (a estalagem se chamava Pousada do Halfling e o prato Guizado Especial Picante), aceitou de bom grado a homenagem e renomeou tanto o prato quanto a estalagem de “O Dragão de Forno”. Desde então, a fama pelos reinos de bom serviço do Dragão de Forno se espalhou, e a estalagem tornou-se o principal ponto de encontro entre aventureiros viajantes que estejam de passagem por Rygar.
Para os padrões normais, o “Dragão de Forno” é enorme, embora não seja grande como o “Gindjael” ou o “Navio Encarnado“: possui quatro mesas grandes centrais, onde até oitenta pessoas podem se sentar, e mais uma série de mesas menores para seis pessoas, que podem ser algumas por um preço razoável (em torno de 2  PP, sem incluir nenhum serviço). No caso dos dormitórios, existem quatro dormitórios coletivos para até 20 pessoas cada, além de quartos menores e até mesmo quartos individuais. Todos os quartos são limpos e, embora simples, confortáveis, com um preço baixo (5 PP/diária). Tyrondir faz questão de manter o padrão de qualidade na comida com um custo razoável (1 PO/pessoa/refeição), além de fornecer bebidas dentro do padrão normal para uma estalagem típica.
O “Dragão de  Forno” possui uma grande cozinha aberta, onde as pessoas podem ver seus pratos sendo preparados. No fundo da mesma, dois grandes fornos assam continuamente os pães especiais que Tyrondir precisa para seus pratos mais famosos, o “Dragão de Forno” e o “Pão Chato Halfling”, além de um pão especial de viagem produzido por ele, o “Dragão Voador”.

  • Dragão de Forno: o Dragão de Forno é basicamente um guisado feito por uma grande variedade de carnes e legumes diferentes, servido dentro de um pão em forma de dragão, chamado de Pão-Dragão. Pães menores, chamados de Pães-Tigelas, são usados normalmente como pratos. A “etiqueta” na estalagem afirma que o Dragão de Forno deve ser servido pegando-se com a concha o guisado e o colocando no pão-tigela: em seguida, pedaços do Pão-Dragão devem ser misturados ao guisado e então deve-se comer o guisado com a colher. Ao terminar-se, deve-se comer o pão-tigela e o Pão-Dragão. Devido aos condimentos poderosos e aos pães, o Dragão de Forno pode substituir praticamente uma refeição inteira, necessitando apenas de bebidas e algumas verduras. O Dragão de Forno é vendido a 2 PO/pessoa ou em uma versão de tamanho grande para até 6 pessoas a 8 PO;
  • Dragão Voador: o Dragão Voador na verdade nada mais é que um pão-de-viagem feito dos mesmos ingredientes do Dragão de Forno, secos, assados até alcançarem uma crocância normal de um pão de viagem. Os condimentos são levemente reduzidos, mas o sabor picante característico do Dragão de Forno permanece. Os pães substituem rações de viagem, sendo que cada pão dura 2 dias para uma pessoa, ocupando o mesmo espaço e peso de um dia de ração de viagem. O custo é o mesmo de dois dias de ração de viagem;
  • Pão Chato Halfling: um prato pouco conhecido fora de Rygar a não ser nas comunidades de halfling, o Pão Chato Halfling é feito com uma massa normal de pão com pouco fermento, bastante sovada e aberta na forma de um disco, o que oferece uma leveza especial à massa. Em seguida, uma série de molhos e temperos são espalhados sobre a massa e alguns “recheios” são agregados à mesma. Em geral, os recheios são variantes diversas de queijos e presuntos, alguns embutidos e azeitonas ou cebola picada, mas esses ingredientes podem variar conforme o preparador (uma variante élfica pouco conhecida, chamada televai, leva vários tipos de verduras escuras, tomates e o caule da planta élfica tevanon). Embora não sustente como o Dragão de Forno, muitos em Rygar gostam de consumir o Pão Chato quanto querem comemorar alguma coisa ou simplesmente quando estão com pressa, uma vez que o Pão Chato é assado rapidamente. Um Pão Chato para 6 pessoas sai a 3 PO, enquanto uma versão maior para 10 pessoas custa 4 PO;

Devido ao intenso movimento, Tyrondir não é o único a trabalhar aqui. Além dele, dois outros cozinheiros, Elyn Denalonan (Elfo, Leal) e Garth Zienfreid (Humano, Neutro) atuam como cozinheiros, sendo os únicos que conhecem, além de Tyrondir, o segredo sobre a fabricação do Dragão de Forno. Além desses, dois minotauros servem de leão-de-chácara da Estalagem, Rineus e Lienaras. (Minotauros,  Leais). Ambors são ex-escravos que foram comprados e libertos por Tyrondir, para quem trabalham atualmente. Ambos são conhecidos por suas a habilidades de combate não-letal e pelo fato de possuirem anéis mágicos capazes de imobilizar misticamente alvos quase tão grandes quanto eles.
Existe uma grande gama de boatos sobre o “Dragão de Forno”, muitos deles apenas fruto da imaginação bizarra dos moradores de Rygar, outros sussurados como se fossem conspirações malignas. Entre os mais conhecidos, estão:

  • O Dragão Deroxy ainda está observando Tyrondir. Por isso, aqueles que arrumam brigas no “Dragão de Forno” normalmente não são mais vistos;
  • Tyrondir na verdade é um mago proficiente que abandonou uma carreira de aventuras após ver seu grupo ser exterminado por um dragão antes de que ele próprio pudesse acabar com o monstro. Seu talento culinário permitiu que ele continuasse a viver em Rygar e o formato de Dragão ao pão do Dragão de Forno foi uma forma de homenagear seus amigos mortos;
  • Tyrondir tem como amiga Leaf Speedster, uma das mais famosas mensageiras de Rygar. Isso leva muitos a crer que  Tyrondir seja no mínimo um Sábio a serviço de alguma Casa de Informação, provavelmente a Agamir (que tabém é a que Leaf faz parte). Alguns também acreditam que Tyrondir seja na verdade um Senhor de uma Casa menor ligada à Agamir ou, mais ainda, à casa Três Irmãos;
  • Um dos condimentos usados por Tyrondir no Dragão de Forno é um condimento que, usado da maneira errada ou em grandes quantidades, pode matar uma pessoa comum e deixar até mesmo o mais resistênte bárbaro enfermo. Os que acreditam nesse boato sempre procuram descobrir qual dos condimentos é o veneno em potencial, mas Tyrondir faz questão de deixar sua receita secreta. Aparentemente, à exceção de Tyrondir, apenas Deroxy conhece a receita completa do Dragão de Forno;
  • Os dois cozinheiros Elyn e Garth sabem como preparar os condimentos a serem usados no Dragão de Forno, o que já os tornou alvos de muitos que desejam roubar seus segredos. Porém, toda vez que um deles foi seqüestrado, seus sequestradores tiveram seus pedaços espalhados por boa parte de Rygar. Ninguém sabe como isso ocorre, mas dizem que Tyrondir teria aplicado uma mágica neles que, exceto se ele permitir, extermina qualquer pessoa que descubra o segredo dos condimentos do Dragão de Forno;

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O Bairro Vertical – uma adição a Rygar

Uma das visões mais estranhas quando se aproxima de Rygar é ver que, se as muralhas são altas e as pontes também, as construções ainda assim costumam revelar tetos ou até mesmo toda a construção por sobre as muralhas. Mas o mais incrível de tal visão é ver  grandes torres aparentemente feita de casas empilhadas umas sobre as outras. Esse distrito é um dos mais populosos e movimentados de Rygar, apesar de ser um dos menores em termos de espaço. O seu nome vem de sua principal característica: a esse distrito se dá o nome de Bairro Vertical.

O Surgimento do Bairro Vertical:

Originalmente, o local onde hoje encontra-se o Bairro Vertical era formado por um espaço confusamente ocupado e que se espalhava também pelo espaço onde hoje ficam o Distrito do Mercado e a Praça das Raças. Quando ficou decidida que haveria a Grande Obra, muitos de seus moradores ficaram apavorados com o que viram: uma boa parte do espaço que antes era o seu lar seria tomado pela Guilda dos Comerciantes e transformado (como foi) no Distrito do Mercado e na Praça das Raças. Seguiram-se uma série de protestos, alguns muito violentos, mas como se diz em Rygar “é mais fácil encontrar um Dragão Vermelho de boa índole do que um Burocrata de Rygar que mude de idéia“. Muitas pessoas de bem perderiam suas casas, apesar da alegação dos Comerciantes de que a região era composta por bandidos e salteadores.
Foi então que o anão Ryumar Randarstan teve uma visão mandada pelo Deus dos Anões: ele viu os antigos Salões dos Anões de sua terra natal e como eles eram escavados da terra, e viu Rygar e como torres gigantescas podiam abrigar as pessoas. Quando acordou, descobriu-se dono de uma poderosa técnica de construção, que permitiria o impossível: construir casas umas sobre as outras.
Ao apresentar essa idéia aos Comerciantes e Burocratas, muitos escarneceram dele, achando a idéia no mínimo idiota, mas foi quando Ryumar argumentou: “a milênios meu povo constrói salões com muitos níveis dentro das montanhas. Os elfos controem lares sobre as copas das centenárias árvores de sua terra natal. Deve haver uma técnica para construir-se casas humanas umas sobre as outras, onde uma sustenta os pesos da outra.”
O material para tal obra, Ryumar descobriu, viria de uma pedreira próxima a Rygar: a pedra-leve era uma pedra que podia ser lavrada como qualquer outra e tinha uma resistência enorme, como apenas os melhores blocos de mármore e pedra possuiam. Mas com uma vantagem inestimável para o projeto: seu peso era ínfimo, apesar da capacidade de sustentar muitas vezes mais seu peso sobre si.
Com a combinação de blocos pequenos de pedra-leve, argamassa e técnicas novas de engenharia descobertas por Ryumar, a primeira das Grandes Torres começou a ser construída. Inicialmente o projeto de quatro níveis era modesto, podendo hospedar apenas cem casas, mas o espaço ocupado era equivalente ao de vinte casas normais. Conforme ele foi aumentando o número de níveis, junto com os seus subordinados e aprendizes de todas as raças, que passaram a ser conhecidos como Construtores Verticais, os Comerciantes e Burocratas receberam um justo calaboca e o povo uma nova oportunidade. Quando a primeira das muralhas que isolaria o que na época era chamado de Bairro Baixo foi erguido, a Primeira Grande Torre já se erguia a mais de 100 metros do chão, com vinte e cinco níveis de casas. Muitos anões ficaram maravilhados com essa torre, e ainda mais pela resistência da mesma: vigas de adamantite especialmente construídas formando uma reforçada grade metálica oferecia a sustentação inicial, enquanto vergalhões metálicos se erguiam aos céus. Esses vergalhões ofereciam espaço para conexões em todas as direções, o que permitiu que as Cinco Torres do Bairro Vertical tivessem suas próprias Pontes (algumas ligadas às Pontes principais de Rygar), assim como ginásios, praças e bosques. A pedra-leve permite que haja ventilação e isolamento acústico e térmico na medida certa, enquanto jogos de espelhos simples fazem com que a luz seja disseminada normalmente dentro das Torres.

As cinco torres:

O projeto original de Ryumar Randarstan (chamado de Empilhalar pelos añões) projetava todo o espaço como uma construção contínua, mas conforme a Grande Obra foi acontecendo, um projeto ainda mais ambicioso foi feito: criaram-se cinco torres pelas quais as pessoas poderiam passar. Cada torre, medindo cada uma individualmente em torno de 200 x 200 metros, fica em uma direção: Norte, Sul, Leste, Oeste e Centro, sendo que elas são levemente “rodadas” para o lado de modo a não interferir nas grandes avenidas e pontes de Rygar. A maior delas é a primeira, a Torre Norte. Atualmente ela possui 78 pavimentos com algo em torno de 250 lares dentro da mesma. Alguns desses lares são pocilgas divididas entre algumas dezenas de goblins, enquanto outras ocupam um pavimento ou mais só para si, como o lar de Dohemir Windwalker (Humano, Bom), ex-mensageiro e atual administrador do Bairro Vertical nomeado pelos Altos Burocratas. Alguns lares ocupam de maneira estranha a torre, como o lar da famosa mensageira Leaf Speedster, que ocupa apenas um dos lados da torre, mas por dois pavimentos. Em geral, uma residência típica tem o mesmo tamanho de uma casa tradicional.
A Torre Sul é a segunda maior, com 62 pavimentos. Também é conhecida como “Torre de Perdição”, pela fama infame de ser o local onde ficam alguns dos piores prostíbulos, tavernas e igrejas más de todo o reino. Mas em alguns pavimentos também podem ser encontrados uma série de lojas e oficinas que sobrevivem de seu trabalho sem pestanejar. A Torre Sul é residência do halfling Tyrondir Mãodemassa (Halfling, Leal), dono do “Dragão de Forno”, um dos restaurantes mais conceituados de Rygar. Apesar da infame fama da Torre Sul, ninguém ousa mexer com Tyrondir: além de ter como amiga Leaf Speedster, dizem as lendas que o pequeno cozinheiro já foi um aventureiro competente antes de chegar em Rygar.
A Torre Leste possui 50 pavimentos e tem como ponto mais interessante a loja de livros “A Memória da Esfinge”. Mantida por uma estranha gino-esfinge, Ginedine (Gino-Esfinge, Neutra), é o melhor ponto de encontro para a aquisição de tomos mágicos. Ginedine também pode trocar informações sobre o mundo exterior e sobre magia, e dizem os boatos que ela atua como uma Sábia para a Casa de Informação dos Três Irmãos. Ela pergunta bastante e responde pouco, como toda boa esfinge, mas aqueles que são seus amigos são recebidos com muito mais do que apenas chá de hortelã.
A Torre Oeste possui 46 pavimentos, sendo que os dez primeiros são dominados pelo Templo do Vento Rygariano. Formado por T’sung Han-Chi’e (Humano, Leal) essa academia de monges ensina algumas habilidades de combate desarmado para os que desejarem, mas seus maiores segredos são mantidos para os membros da Ordem. Dizem que T’sung já alcançou um tamanho grau de iluminação que até mesmo alguns raros seres de outros planos o respeitam.
A Torre Central, chamada também de Diamante Central (porque, “vista do alto”, ela tem a forma de um diamante de lados iguais, como as demais torres) é a menor de todas as torres, com “apenas” 20 pavimentos, mas neles existe um verdadeiro complexo de entretenimento, com anfiteatros, arenas e praças arborizadas (!!!) onde os moradores do Bairro Vertical podem passear.
As Torres se interligam entre si em diversos níveis, por meio de passarelas, com apenas uma exceção: os níveis só se ligam no mesmo nível uns dos outros. Portanto, a Torre Central só se liga atualmente com as demais Torres por meio do seu 20° pavimento. As demais Torres se interligam entre si por meio de passarelas nos mais diversos níveis, com a excessão de que nenhuma passarela pode passar por cima da Torre Central. Os Construtores Verticais tem projetos de ampliação das Torre Central até pelo menos o 35° pavimento, com passarelas ligando-a às demais torres. As Torres também se ligam às Pontes e Muralhas de Rygar que passam por elas em determiandos níveis.

Subindo e Descendo as Torres:

Os habitantes do Bairro vertical sobem e descem as Torres por meio de elevadores construídos nas laterais dos mesmos. Além disso, as bordas laterais das Torres possuem “ruas” pelas quais as pessoas podem caminhar. Por segurança, muitas delas são protegidas por placas de um material chamado entre os elfos de tyliandin, uma espécie de placa de metaltal, misticamente tratado para permitir que luz, calor e som trafeguem normalmente, mas para que nenhum objeto possa sair das “ruas”, evitando suicidas, embora seja conhecido que o uso de magias anuladoras de mágica inutilizam esse material. Alguns mensageiros são capazes de, usando  as práticas do displace, subirem com as mãos nuas os prédios, mas alguns preferem não o fazer por ser algo muito arriscado para a grande maioria. Pontes e Escadas devidamente posicionadas também auxiliam no deslocamento dos moradores do Bairro Vertical. Alguns mais ricos podem utilizar-se de métodos de vôo, tanto por meio de animais voadores quanto por meio de objetos. Alguns recorrem a balões, mas esses são arriscados devido às pariedes de tyliandin.


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Leaf Speedster, mensageira de Rygar – para FUDGE e FATE

Pouco se sabe sobre a infância de Leaf Speedster. Sabe-se que seu pai a abandonou e à sua mãe pouco tempo depois dela nascer, e a mãe morreu quando ela tinha 7 anos. Pouco antes da morte da mesma, o Mensageiro conhecido apenas como “Fugue”, da casa Agamir, notou sua habilidade atlética e anseio por liberdade, escolhendo-a como aprendiz e tornando-se seu mentor após a morte da mãe (que nunca imaginou que sua “pequena fada” estava às escondidas sendo treinada no displace, a famosa técnica de deslocamento dos Mensageiros). Em pouco tempo, Leaf dominou os exercícios e práticas básicas do larabiel, e sua eficiência em missão fez “Fugue” a apresentar a Ataoush Agamir, líder de sua Casa de Informação, que aceitou a pequena Leaf entre eles. Com o tempo, foi aprendendo técnicas cada vez mais avançadas e assumindo missões cada vez mais perigosas, até que aos 13 anos, passou pelo Ritual da Memória Viva, onde apenas os melhores Mensageiros passam a carregar as informações não mais em pergaminhos ou na sua memória, mas literalmente no âmago de suas almas. Leaf desde então continuou crescendo na profissão e recebendo missões cada vez mais audaciosas, sempre sendo bem-sucedida e tornando-se praticamente uma lenda em Rygar.
Leaf veste roupas leves, normalmente composto por uma calça e camisa de algodão amarelo-amarronzado, vários tubos de pergaminho e sapatos macios. Seu corpo possui tatuagens em modelos estranhos, de linhas terminadas em pontos. Usa o cabelo em cor violeta. Quando não em missão, pode ser vista com freqüência no “Dragão de Forno”, de cujo dono é amiga.
Leaf não usa da violência em missão, preferindo confiar na sua agilidade e experiência no displace a usar armas, embora seja uma arremessadora de adagas proficiente. Não bebe bebidas alcóolicas. Prefere caminhar a céu aberto, correndo pelos parapeitos, muros e tetos de Rygar, do que ir pelo meio da cidade. Possui uma casa no Bairro Vertical, o estranho bairro de Rygar que cresce para cima, não para os lados. Não possui muitas posses materiais (possui praticamente apenas mais uma muda de roupas e um conjunto de cacarecos úteis).


FUDGE:

  • Atributos: Força Medíocre (-1), Vigor Ótimo (+2), Presteza Lendária-1° [Meio-Elfo: Soberbo] (+4), Espírito Ótimo (+2), Intelecto Ótimo (+2), Porte Bom [Meio-Elfo: Mediano] (+1)
  • Perícias: Corrida Soberbo (+3), Conhecimento de Terreno (Rygar) Soberbdo (+3), Escalada Soberbo (+3), Prontidão Bom (+2), Esquiva Bom (+1), Idiomas Mediano (+0), Briga Medíocre (-1), Profissão (Mensageiro) Ótimo (+2), Burocracia Mediano (+0), Manha Mediano (+0), Lábia Bom (+1), Furtividade Ótimo (+2), Rastreio Bom (+1), Arremesso de Adaga Mediano (+0), Gancho Aéreo Bom (+1)
  • Bençãos: Meio-Elfo (+1 Presteza, +1 Porte, Longevidade, Visão no Escuro, Resistência à Doença, Beleza Exótica – +1 em todos os testes de Porte envolvendo diretamente Beleza – 5 Bençãos), Queda Suave, Corrida Vertical, Corrida Sileciosa, Memória Viva, Patrono: Casa Agamir
  • Falhas: Fria, Código de Honra: Dogma da Guilda dos Informantes, Senso de Dever: para o contratante, Desinteressada quanto ao que carrega, Pacifismo: apenas auto-defesa

FATE:

  • Aspectos:
    • Meio-Elfa [][]
    • Mensageira [][][]
    • Guilda dos Mensageiros de Rygar [][]
    • Casa Agamir []
    • Ritual da Memória Viva []
    • “Curiosos Morrem Cedo” [][]
  • Perícias: Corrida Soberbo, Conhecimento de Terreno (Rygar) Ótimo, Escalada Ótimo, Prontidão Adequado, Esquiva Mediano, Idiomas Mediano, Briga Mediano, Profissão (Mensageiro) Adequado, Manha Meidano, Lábia Mediano, Furtividade Bom, Rasterio Adequado, Arremesso de Adaga Mediano, Gancho Aéreo Bom
  • Extras:
    • Visão no Escuro (como Meio-Elfa)
    • Longevidade (x2 – como Meio-Elfa)
    • Resistência a Doenças (como Meio-Elfa)
    • Beleza Exótica (como Meio-Elfa)
    • Ritual da Memória Viva (por Ritual da Memória Viva)
    • Manobra de Mensageiro: Queda Suave (como Mensageira)
    • Manobra de Mensageiro: Corrida Vertical (como Mensageira)
    • Manobra de Mensageiro: Corrida Silenciosa (como Mensageira)

Ritual da Memória Viva: Esse Aspecto indica que o personagem (Leaf) passou por um ritual para armazenar informações no seu âmago. Essa informação armazenada é de total desconhecimento do Mensageiro, portanto não pode ser extraída por leitura mental ou tortura (apenas nos casos mais extremos) e o personagem não mente ao afirmar que desconhece o conteúdo da mensagem.

  • O Jogador pode invocar esse Aspecto para: resistir à tortura mágica ou não que vise extrair tal conhecimento
  • O Narrador pode invocar esse Aspecto para: permitir que personagens que saibam as palavras e/ou passes mágicos possam roubar a informação do personagem. Ele ainda pode resistir ao roubo

Essa é mais uma contribuição do +4 para Rygar, o cenario que está sendo criado em conjunto pela Blogosfera RPGística Brasileira. Veja também as contribuições dos Pergaminhos Dourados, do Inominattus e do RPGista.com.br, assim como as demais contribuições do +4.
Espero que seja válido para você que leu

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1º Encontro Nacional Virtual de RPG

Quem disse que precisa sair de casa para jogar RPG? Nos dias 25 e 26 de abril de 2009, você vai poder se encontrar e jogar online com RPGistas de todo o país, usando qualquer ferramenta – iRPG, Fantasy Grounds, Taulukko, MSN, Skype, TeamSpeak… são inúmeras as opções da internet!

Se você é Mestre, divulgue já suas mesas virtuais no fórum do evento, para os jogadores escolherem o que jogar e preparar seus personagens com antecedência. Não se esqueça de deixar o máximo que puder de informações (sistema, cenário, número de jogadores, se ainda há vagas, se aceita iniciantes…), acompanhar o tópico e dar retorno às inscrições.
Se você é jogador, mais fácil ainda: visite o fórum, inscreva-se e prepare o seu personagem!
O endereço do fórum é:
http://n2.nabble.com/Encontro-Virtual-de-RPG-2009-f2533277.html
Até a data do evento, você poderá encontrar dicas e ferramentas para aproveitar melhor a experiência de jogar online em vários sites de blogs de RPG, assim como no próprio fórum. Você pode jogar também usando as ferramentas do site Taulukko (http://www.taulukko.com.br/blog/?p=225) e RPG Online (http://www.rpgonline.com.br/irpg.asp), que estão apoiando o evento!
Esta é uma iniciativa revolucionária organizada pela lista de Blogs de RPG!
Participe!
O +4 apóia a iniciativa e estaremos com uma aventura de Espírito do Século, “O Cristal da Aquilônia“. Quem se interessar, visite o tópico sobre a mesma no Fórum do Encontro Virtual.

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A Praça das Raças – uma adição a Rygar

Como todos sabem, Rygar não consta apenas com humanos em sua população. Anões, Elfos, Halflings, Gnomos e outros seres de constituição igual à do ser humano vivem em nossa cidade. Realmente existem pragas como a do ocasional batedor de carteiras goblin ou mercenário minotauro que sai da linha, mas a grande maioriavem para Rygar apenas cuidar de seus afazeres, sem interferir ou causar problemas à sociedade. Portanto, é o mínimo de cortesia que podemos ter em oferecer a esses visitantes um espaço que, ao mesmo tempo que permita um encontro com os seus, ofereça um ponto de concórdia para os negócios de todas as partes. Desse modo, é imprescindível instituir um local como esse no meio de nossa amada cidade, para que os filhos dos outros Deuses possam encontrar seu próprio espaço e possam comungar entre os seus e entre os que lhes são queridos.
Audrax Mayrethral Meister da Guilda dos Comerciantes, conforme registrado por Domenique Hyarek, membro oficialmente denominado pela Altíssima Ordem dos Burocratas de Rygar, durante a reunião do Conselho da Cidade de Rygar na qual a Praça das Raças foi institucionalizada como parte da Grande Obra.

O mundo onde fica Rygar é enorme e possui várias raças que vivem nela. Dos belos Elfos aos Anões mal-humorados, passando pelos divertidos Gnomos, atrevidos Halflings e raças ainda mais exóticas, todos procuram viver, e isso não poderia ser diferente em Rygar.
Mas existem rixas antigas entre as raças: Elfos achando os Anões rudes, Anõs vendo os Gnomos como bagunceiros, Gnomos vendo Halflings como mal-educados… E outros adjetivos bem piores, que não poderiam ser ditos na frente de pessoas sensatas. Conflitos que pudessem explodir seriam terríveis, ainda mais em uma cidade enorme e superpopulosa como Rygar, onde humanos e semi-humanos são contados aos milhares de milhares, sendo garantido o fato de que vão cedo ou tarde encontrar problemas.
Foi então que, no ano 480 após a fundação de Rygar, um dos antigos Meister (Mestres) da Guilda dos Comerciantes, visando facilitar o fluxo de mercadorias e pessoas de outras raças que não a humana em Rygar, sugeriu (e foi atendido) que fosse construída um local que pudesse ser um Ponto Neutro entre as raças. A Praça das Raças, como passou a ser conhecida, é um dos poucos pontos da cidade onde nem a Guarda da Cidade e nem os Burocratas se envolvem em demasia. Para manter a segurança do local existe uma força chamada de Os Companheiros, formada por um representante de cada uma das raças mais importantes dentro de Rygar (na verdade, qualquer um pode se aplicar a se tornar um Companheiro, desde que não aja outro representante da mesma raça dentro dos mesmos). Um conjunto de normas de cortesia, conhecida como o Códice de Audrax, é usada em conjunto com as leis de Rygar: basicamente, o Códice de Audrax diz que todos são iguais, que a violência não deve ser tolerada na Praça e redondezas, que ninguém pode ser vítima de preconceito e que todos tem direito de permanecer em paz. Os semi-humanos que conhecem o Códice e os Companheiros sabem também que não é uma idéia nada feliz (ou saudável) violá-lo. O atual “líder” dos Companheiros é Illya Kresta (Humana), que prefere manter os Companheiros unidos pelo exemplo, não favorecendo e nem aceitando favorecimentos para nenhuma raça.
A Praça tem como grande vantagem o fato de que todo membro de qualquer raça que venha até a Praça não ser vítima de violência. É claro que os criminosos, independente da raça, são presos uma vez que a culpa seja determinada, mas o Códice prevê que aquele que vier até a Praça e se entregar voluntariamente não poderá ser vítima de violência. Essa norma é aceita na maioria dos casos até pelos Guardas que venham de outros distritos de Rygar.
O Centro do Distrito da Praça das Raças é conhecido como Sinédrio. Nele, os mais antigos e respeitados membros de cada raça ou seus indicados se reúnem para confabular e debater as questões sobre cada raça. Em geral, aos membros do Sinédrio também se unem um ou mais Burocratas e alguns outros membros das diversas raças que atuam como delegados, auxiliares, escreventes ou secretários dos membros dos Sinédrios, os chamado Sinaidrae. Esse é o ponto onde a segurança e os pactos de não-agressão firmados no Códice de Audrax são mais levados a sério: qualquer tentativa de assassinato é rapidamente divulgada e, em geral, não demora muito para o assassino ser visto aprisionado pela Guarda de Rygar. Para garantir isso, o Sinédrio atua em conjunto com as Casas de Informação da Guilda dos Informantes, divulgando as persona non grata que cometem os mais terríveis crimes contra o Sinédrio ou motivados pelo ódio racial. Não dá para se negar que exista muita disputa política, travada na retaguarda, por meio de palavras doces e bravatas afiadas, entre as várias raças, mas o Sinédrio tem sido, nos últimos 1000 anos, uma forma razoavelmente eficiente de manter as coisas no lugar.
Além do Sinédrio, existe a conhecida Feira das Raças, onde todo tipo de mercadoria tradicional entre as raças (exceto aquelas de maior renome) podem ser compradas ou vendidas. O vinho élfico, a joalheria anã, os brinquedos gnomos, a exótica culinária halfling, tudo isso pode ser encontrado na Feira das Raças, assim como, dizem os boatos, a Gruosssh, a cerveja goblin; a alabarda-sabre minotaura e outros itens raros e/ou malignos. Obviamente os vendedores que venderem tais itens são repreendidos pelos Companheiros, mas existem boatos que dizem que determinados itens nunca rareiam. Também são repreendidos pelos Companheiros os que vendem mercadorias falsas e os que negociam contra a vontade alheia.
Restaurantes exóticos são uma das especialidades do distrito: uma pessoa pode comer carneiro com fumo halfling e beber lanadinerel, o licor doce élfico em uma mesma noite, tendo tido como aperitivo o nojento mais saboroso picadinho goblin de cabrito no molho de sangue. Comida para qualquer paladar, do mais rude ao mais refinado, pode ser encontrado na Praça das Raças.
Os moradores da Praça insistem em afirmar que prezam pelos relacionamentos. Claro que o artesão élfico pode ter suas rixas contra o ferreiro anão ou o musicista halfling, mas eles irão sempre se ajudar se alguém, mesmo que seja um elfo, anão ou halfling atrapalhar a paz da Praça. Tentar provocar problemas na Praça pode ser uma ótima forma de ir para as masmorras de Rygar (ou ter outros destinos não tão bons).
Existe boatos de que o submundo da Praça é um dos locais mais perigosos que existem em Rygar: todo tipo de escória de todas as raças vivem aqui e todos capazes de vender a mãe por um pedaço de carne… e não a entregar. Também dizem que se é necessário um serviço perigoso a baixo custo, é esse o local onde procurar. Mas também é arriscado o fazer: estranhos em geral não são bem vindos.
Mas para o habitante típico da Praça, ela é a realização do sonho de Audrax: um ponto de encontro e comunhão entre as mais diversas raças que habitam Rygar.


Essa é mais uma contribuição do +4 para Rygar, o cenario que está sendo criado em conjunto pela Blogosfera RPGística Brasileira. Veja também as contribuições dos Pergaminhos Dourados, do Inominattus e do RPGista.com.br, assim como a contribuição original do +4.
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A Guilda dos Informantes de Rygar

Em uma cidade do tamanho de Rygar, nem sempre encontrar coisas, pessoas ou informações é algo fácil. Embora a Burocracia e a Guilda dos Guias atuem da melhor maneira que podem dentro de certos parâmetros, sempre existem aqueles que preferem pagar por uma informação de primeira mão, ou algo que normalmente não poderia ser obtido pelos “meios normais”, como contratar determinados tipos de profissionais ou obter determinados itens, além de enviar informações de maneira a fugir dos “canais oficiais”. Em um cenário como esse, a profissão de Mensageiro, assim como suas associações, as Casas de Informação, são um serviço extremamente válido, visto como necessário até mesmo pelos mestres da Alta Burocracia.

As Casas de Informação:

Existem diversos tipos de Casas de Informação, desde pontos abertos para troca de informações rápidas até mesmo pequenas cabalas que se reunem em locais secretos nas tavernas de Rygar para obter segredos malignos. A única coisa que elas possuem em comum é o fato de seguirem o Dogma, uma doutrina que rege todas as Casas ligadas à Guilda dos Informante. Não seguir o Dogma é o suficiente para ser ostracizado, e informação velha não costuma vender (sem falar nos riscos aos integrandes de uma Casa clandestina).
Embora possa parecer um negócio ilegal (e algumas vezes o ser), na maior parte do tempo as Casas atuam de maneira bastante ordeira: muitas possuem negócios lícitos de trocas de informação sobre determinados assuntos, e o fato de coletarem e catalogarem tais informações em fluxo constante de maneira rápida e eficiente é um serviço que qualquer um reconhece como válido. Mesmos escribas e burocratas recorrem ocasionalmente às Casas, trocando, comprando e vendendo informação útil conforme o preço.
As Casas são compostas por um Líder, que representa a Casa diante do Conselho-Maior e da Alta Burocracia quando necessário. Os Líderes podem escolher um ou mais Sábios, Catalogadores ou Doutores, que são os responsáveis pela catalogação e “processamento” dessa informação. São inteligentes e sabem como ligar os fatos e dar ideias válidas sobre a informação obtida (claro que pelo preço adequado). Além disso, cada Líder possui um ou mais Mensageiros (ou Investigadores) que atuam como “entregadores” de informação, buscando ou levando informação a clientes que estejam “fora de alcance”. Os mais estranhos integrantes de uma Casa, são treinados em técnicas antigas de corrida e evasão de obstáculos naturais e artificiais, podendo pular muros, usar paredes como calçadas, cair de alturas consideráveis sem nenhum arranhão e outras façanhas capazes de deixar os maiores ladinos impressionados.
Existem muitas “Casas”, tantas quanto são os bairros e tavernas de Rygar, mas as verdadeiras Casas de Informação são mais raras, e entre elas as mais importantes são:

  • Meroch: Adar Meroch já foi um grande mercador, mas atualmente descobriu na informação uma forma de ganhos rápidos e até certo ponto legais melhor que a seda ou o vinho. Com seus contatos espalhados por metade de Rygar e seus mensageiros, ele é um poder oculto em si. Mais de um burocrata se viu em maus lençois por causa de Meroch e seu nome não é muito querido em certos círculos. Porém, Meroch faz tudo dentro da legalidade, procurando manter seus Mensageiros atentos a qualquer informação quente que possa ser útil.
  • Agamir: Ataoush Agamir veio de terras distantes e viveu aventuras em diversos reinos fora de Rygar, aprendendo coisas para mais de “uma vida e meia”, em suas próprias palavras. Um dos poucos que vê o mundo fora de Rygar com importância, Agamir é a principal fonte de informação vinda “de fora”. Mensageiros vão e voltam todos os dias de reinos distantes, e Investigadores bem postados nas principais tavernas conseguem coletar rapidamente qualquer novidade. Isso o torna um ponto de partida para aventureiros que se interessem por sair de Rygar por algum motivo, pois ele pode fornecer informações sobre como e quando sair, legalmente ou não;
  • Cinco Irmãos: Especialistas em Magia, os Cinco Irmãos são homens que moram em suntuosas residências, pagas com os lucros das informações sobre ingredientes e documentos de magia raros disponíveis em Rygar. Como a Casa Meroch, os Cinco Irmãos preferem atuar de uma maneira legal, mas Mensageiros bem posicionados são valiosos nesse jogo;
  • A Teia: ninguém sabe exatamente se a Teia é uma Casa ou uma agremiação de Casas agindo por baixo de apenas uma, mas o que se sabe é que quando se precisa contratar algo ilegal ou que possa complicar uma pessoa em Rygar, A Teia é a principal fonte de informação. Comandada por um homem conhecido apenas como “Minos”, a Teia possui uma das maiores redes de informação de Rygar, e é capaz de obter qualquer tipo de informação no submundo em qualquer local de Rygar em poucos minutos. Seus Mensageiros conhecem tudo sobre o deslocamento acima ou abaixo do chão, pulando dos altos de torres e entrando nos esgotos, para sair no local onde o Cliente espera. Informações caras, mas normalmente efetivas.

Os Mensageiros:

A visão mais comum relacionada à Guilda são os Mensageiros. Vestidos de forma exótica e leve e correndo por todos os lados de Rygar (inclusiva acima e abaixo do chão), a única forma de identificá-los são os dois brasões que são obrigados a usar: o da Guilda e o da Casa de Informações. Em geral não são combatentes, mas sua velocidade de corrida e as capacidades de esquiva e deslocamento estranhas que possuem, são capazes de subir paredes que mesmo os melhores ladinos seriam incapazes de subir, pular de prédios e resistir quedas que monges não são capazes, os Mensageiros são os os mestres do deslocamento dentro de Rygar, sendo capazes de ir e vir de qualquer lugar em poucos minutos.
O treinamento de um Mensageiro começa muito cedo, com missões simples e dedicação a técnicas atléticas que permitem a ele se deslocar rapidamente. Subir e descer paredes, “andar” por elas, usá-las como propulsão para saltos, caminhar em parapeitos e fios… Essas técnicas são estudadas à exaustão, até que o Mensageiro está preparado a atuar em conjunto com um Mentor, que irá o educar tanto nas habilidades da profissão quanto no Dogma da Guilda. Com o tempo, o Mentor passa missões de teste como levar um pergaminho a um alto burocrata que mora em uma grande muralha com guardas a cercando, entre outras. Quando o Mentor se dá por satisfeito com o sucesso do treinando às missões passadas, o Mentor o apresenta diretamente ao Líder da Casa e o treinando é reconhecido como um autêntico Mensageiro. A partir de então, ele pode atuar das seguintes formas:

  • Coletando informação e levando ao Líder de sua Casa;
  • Agindo como contato entre os interessados e a Casa de Informação;
  • Levando informação que o Líder deseje levar entre um ponto e outro (pode ser, por exemplo, entre duas Casas, ou entre a casa e um cliente/fornecedor);

A informação é levada em diversos modos: em geral, pergaminhos (algumas vezes tratados para pegarem fogo após serem abertos pelo cliente) são usados para as informações mais “classificadas”, enquanto informações comuns são simplesmente levadas pelo Mensageiro.
Mas um segredo pouco conhecido é o fato de que em alguns casos os Mensageiros têm a mensagem gravada misticamente diretamente em suas essências. Esse tipo de “tráfico” depende de uma série de fatores, e em geral o Mensageiro pode morrer se alguém tentar obter tal informação sem ser o cliente.
Mensageiros são pagos em um soldo mensal mais um adicional baseado na “periculosidade” da missão e na eficiência do Mensageiro. Em geral os Mensageiros trabalham unicamente para uma Casa, mas alguns podem trabalhar com diversas Casas, conforme o caso. Existem também mensageiros clandestinos, tanto atuando para Casas de Informação fora da Guilda quanto “independentes”, mas esses não costumam durar muito.
A Guarda de Rygar faz vista grossa às “invasões” dos Mensageiros, enquanto eles não se envolvem em nada mais “criminoso”, como arrombamento ou roubo. Em geral, a própria Guilda lida com aqueles que cometem crimes, de maneira bem rápida e cruel.

O Dogma:

O Dogma é o código que determina como as Casas de Informação devem trabalhar. Basicamente, ele tem as seguintes determinações:

  • Apenas fornecemos a informação, e não o que fazer com ela;
  • Respeito entre os irmãos das diversas Casas;
  • Mensageiros podem atuar para quem desejar, desde que dentro da Guilda;
  • A lei deve ser respeitada, mas interferências no trabalho da Guilda devem ser evitadas;
  • Nunca enfrentar os Guardas ou as demais Guildas de Rygar, a não ser em extrema necessidade;
  • Uma vez comprada uma informação, pagar o combinado. Uma vez vendida uma informação, entregar como combinado;
  • Dinheiro e Informação são formas válidas de pagamento;
  • O que o cliente deseja fazer com a informação não nos diz respeito. Em muitos casos, o próprio conteúdo não nos diz respeito.

Essa é a contribuição do +4 para Rygar, o cenario que está sendo criado em conjunto pela Blogosfera RPGística Brasileira. Veja também as contribuições dos Pergaminhos Dourados, do Inominattus e do RPGista.com.br.
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