Nova versão do Espírito do Século

Olá!

Gente, essa nova versão do Espírito do Século tem correções e uma mudança nas terminologias baseado nas sugestões do Shingo do Blog .20 (valeu, Shingo).

No caso, as mudanças são:

  • Determinar um Aspecto passa a ser Explorar um Aspecto;
  • Disparar um Aspecto passa a ser Forçar um Aspecto;

Baixe aqui!

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Mini-Cenário para FATE: Freqüência Global

(Baseado nos quadrinhos de Warren Ellis Global Frequency)

O mundo pós-Guerra Fria pode parecer uma maravilha para a pessoa que não consegue ver além das entrelinhas. Claro que não temos mais a ameaça nuclear e que a Internet nos coloca em contato uns com os outros. Mas existe tanta segurança assim no mundo?
Mil e três pessoas no mundo sabem que não.
Alienígenas usando memes para dominação mundial. Cultos bizarros querendo explodir civis. Experiências militares descontroladas ameaçando populações inteiras sem que elas saibam. Terroristas que ameaçam contaminar cidades inteiras com vírus mortais.
Nessas horas, qualquer um entre mais de 1001 especialistas pode receber uma chamada telefônica em seu celular especial e ouvir:
“- Aqui é a Aleph e você está na Frqüência Global!”
Nessas horas, as habilidades são colocadas à prova, não importando se é um físico teórico, um mágico, um ex-Força Delta ou uma praticante de Le Parkour. Em suas mãos jaz a chance de que o mundo continue em paz e que não seja destruído/dominado/colocado em caos por o que quer que seja. Não existe outra resposta: a Freqüência Global é chamada apenas quando tudo mais dá errado. Um ou mais dos 1001 especialistas da Freqüência Global passa a atuar para vencer a ameaça (qualquer que seja), coordenados por Aleph, a “telefonista” cyberpunk que coordena todas as ações e por Miranda Zero, a enigmática diretora e criadora da Freqüência Global. Muitas vezes, nenhum agente da Freqüência Global conhece outro até que atuem em conjunto em missões. Algumas vezes, variados especialistas são reunidos para dar apoio à equipe de campo, que pode até mesmo se resumir a apenas um operativo.
A Freqüência Global é um produto do Século XXI: é trans-nacional e civil (apesar de ter ocasionais militares entre seus especialistas), atuando como uma força dinâmica alocada conforme a necessidade globalizada. Um agente em Melbourne pode atuar com um outro londrino que por um acaso esteja por perto, recebendo apoio de um agente vivendo em uma pequena tribo na Uganda e de um hacker misterioso vivendo no Brasil. As forças são unidas e alocadas por meio dos celulares e de Aleph. Para resumir, a Freqüência Global seria uma Smart Mob, um coletivo de pessoas unidas em uma ação coordenada rapidamente por meio de tecnologias de comunicação objetivando um determinado fim. No caso, salvar o mundo.
E aí, seus personagens estarão na Freqüência Global?

Cenário

O mundo de Freqüência Global é o mesmo do nosso. Existe McDonalds, Crepúsculo é um sucesso e o aquecimento global ainda é uma preocupação.
Mas existe algo mais.
Ameaças surgem devido ao nosso estilo de vida, à nossa história. São como esqueletos no armário global, esquecidos até que se revelem, prontos para tentar acabar com nosso modo de vida.
Experiência Genéticas. Cyborgs. Psiquismo. Armas biológicas. Guerra psíquica. Cyber-guerra.
São essas ameaças que a Freqüência Global enfrenta. Apesar de a pessoa normal não saber, essas são ameaças sérias: sejam resultados de projetos ultra-secretos ou recebidos por meio de mensagens vindas do espaço (ou apenas da mente maluca que nela acredita), essas são ameaças reais para os especialistas da Freqüência Global.

O que as pessoas sabem sobre a Freqüência Global?

A Freqüência Global pode ser entendida como um “segredo aberto”: é de conhecimento público sua existência, mas seus integrantes e ações são totalmente desconhecidas. As últimas até mesmo dos especialistas.
A Freqüência Global não possui sede. Não é aliada a nenhum país em especial (embora receba verbas de países do G8 para suas ações). Não possui nenhum “líder”, à possível exceção de Aleph ou Miranda Zero. Não possui hierarquia. Seus especialistas conhecem-se uns aos outros apenas conforme a necessidade. Não possuem alianças ou inimizades intrinsícas com nenhum grupo. Ou seja, como “organização” real não existe. Por isso ela é tão efetiva para combater ameaças quando tudo o mais falha.

Aspectos da Freqüência Global:

[][][] Debaixo dos Panos
[][][] Smart Mob
[] Aleph
[] “Segredo Aberto”

“Perícias” da Freqüência Global:

[][][][] Forças(Diversas) Lendário
[][][][] Comunicações Lendário
[][][][] Influência(Global) Ótimo
[][][] Unidade Lendário
[][][][] Recursos(Global) Ótimo
[][][][] Informações Ótimo
[][][] Segredo Bom
[][][] Reputação Bom
[][][] Conhecimento Bom

PS: A Freqüência Global é um caso a parte como organização, portanto não segue as regras de Escada.

Os Especialistas

As 1001 pessoas que fazem parte da Freqüência Global são escolhidas por Miranda Zero em pessoa e recebem apenas dois itens: uma mala especial com uma jaqueta e/ou camisa com o símbolo da Freqüência Global (um círculo com quatro setas distantes 90 graus cada uma da outra) e um telefone celular especial. É por meio desse telefone que Aleph ou Miranda Zero consegue localizar qualquer um dos integrantes da Freqüência Global e pode localizar os mais aptos que possam ser convocados em tempo hábil para enfrentar qualquer ameaça à civilização. Também por meio dele pode ser conectado qualquer grupo de especialistas para apoio aos agentes de campo.
Em termos de regras de criação de personagem, é importante para o Mestre ter noção de que os Especialistas da Freqüência Global são pessoas MUITO competentes em suas áreas. Assassinos, praticantes de Parkour, mágicos, parapsicólogos, hackers, físicos teóricos… Não importa. Miranda Zero escolhe apenas os melhores para trabalharem para a Freqüência Global. Portanto, normalmente um Especialista é alguém com MUITAS Fases (sugere-se 6 ou mais) e MUITOS Pontos de Destino (sugere-se proporção de 2 Pontos para 3 Fases ou 1 Ponto por Fase). Regras de Potencial  (Seção 6.3) e Destino (Seção 6.3.1) podem ser usadas para explicar personagens em teoria mais fracos ou coisas do gênero. Exigir que personagens tenham perícias altíssimas é muito válido, o que pode ser feito tanto dando uma grande quantidade de Aspectos ou utilizando Perícias em Coluna (Seção 7.9). Extras poderão ou não ser cobrados, mas sugere-se que não, exceto no caso de coisas MUITO diferentes, como braços cibernéticos, habilidades místicas ou coisas similares. Novamente, os Especialistas possuem habilidades altíssimas, e o equipamento deveria ser condizente.
A única obrigatoriedade que o personagem possui é ter no mínimo dois Aspectos: um é o Aspecto Freqüência Global, indicando que a pessoa faz parte da Freqüência Global e o outro é um Aspecto que indique sua especialidade. A descrição não importa nesse último Aspecto, sendo apenas obrigatório que o personagem tenha mais níveis no Aspecto de especialidade o que em Freqüência Global.

O Aspecto Freqüência Global:

Você é um Especialista de alto nível que atua como parte da misteriosa organização de salvamente Freqüência Global. Como tal, você é extremamente competente em uma área de atuação, podendo ser convocado para auxiliar outros especialistas a enfrentar ameaças de diversos níveis, sempre muito arriscado.

  • O Jogador pode invocar esse Aspecto para: obter ajuda de outros especialistas em uma ação da Freqüência Global; ter acesso a equipamentos para missão; “contornar” possíveis resultados negativos de ações que foram necessárias para uma ação da Freqüência Global;
  • O Mestre pode invocar esse Aspecto para: forçar a pessoa a agir em favor da Freqüência Global, mesmo quando isso lhe é incômodo; colocar situações realmente problemáticas para o personagem se envolver; envolver o personagem em ações da Freqüência Global quando isso lhe é ruim;

Alguns Especialistas:

A seguir mostramos alguns Especialistas da Freqüência Global e alguns Aspectos relevantes (apenas Aspectos), além de seus números de identificação e atuações recentes:

Atenção: Essa seção contêm spoilers da primeira Edição Encadernada de Freqüência Global. Caso não deseje estragar sua diversão, ignore essa seção. Você foi avisado!!! 

John Stark (n° 288):

  • Ocupação: ex-Força Delta
  • Ações Recentes: impediu um teleportador soviético de teletransportar uma bomba atômica para o centro de San Francisco
Aspectos:
  • Força Delta [][][][]
  • Freqüência Global [][][]

Misha Norton (n° desconhecido):

  • Ocupação: desconhecida (aparentemente Hacker)
  • Ações Recentes: atuou como especialista no caso do teleportador soviético, identificando um potencial buraco negro (buraco de minhoca) que estava começando a ser aberto pelo teleportador
Aspectos:
  • Hacker [][][]
  • Freqüência Global []

Membro 436:

  • Ocupação: agente secreta da CIA
  • Ações Recentes: deu suporte à equipe da Freqüência Global que parou o aprimorado vivo (cyborg) Richard Quinn
Aspectos:
  • Agente Secreta (CIA) [][][]
  • Freqüência Global [][]
  • Cyborg []

Notas: Ela possui um braço biônico que além do Aspecto lhe custa um nível de Perícia como Extra

Lana Kennedy (n° 884):

  • Ocupação: ex-conselheira militar/especialista em neuroprogramação e memética
  • Ações Recentes: impediu que uma meme (idéia que se auto-prolifera) alienígena dominasse o mundo
Aspectos:
  • Neuroprogramação [][][]
  • Bissexual []
  • Freqüência Global []

Alan Crowe (n° desconhecido):

  • Ocupação: mágico
  • Ações Recentes: auxiliou no caso de loucura coletiva de um vilarejo norueguês após o incêndio de uma igreja
Aspectos:
  • Magia [][]
  • Pensar com Perspectivas Não-Convencionais [][][]
  • Freqüência Global []

Sita Patel (n° 992):

  • Ocupação: pungista/artista plástica/praticante de Le Parkour
  • Ações Recentes: escalou a London Eye (a roda gigante do rio Tâmisa) para impedir um terrorista de liberar uma versão modificada de Ebola em Londres.
Aspectos:
  • Le Parkour [][][]
  • Pungista [][]
  • Freqüência Global []

Aventuras Primordias! parte 1

Olá!
A idéia de Aventuras Primordiais! é escrever uma pequena série de contos interligados entre si passando-se no ambiente dos Primordiais. A idéia é mostrar uma ventura pulp e cliffhanger que dê uma noção do que se esperar em Espírito do Século. De qualquer modo, farei o melhor para que saia o melhor possível.
Bem depois dessa introdução besta, vamos ao que interessa:

Cleveland, EUA, 05:00 hora local:
– “In Nomine Patris et Filli et Spiritui Sancto” – disse o jovem alto em roupas de Frade, enquanto sacava suas enormes pistolas. O demônio emitia um chiado rouco e agudo, sua aparência alienígena pouco afetando a mente do mesmo, embora a visão do mesmo fosse capaz de despedaçar a sanidade de uma pessoa normal como uma pedra estilhaçaria uma taça de cristal.
– Vamos acabar com isso de uma vez! – disse a Irmã, ao lado dele, sua Irmã em todos os sentidos. De suas costas, ela fez saltar uma enorme espada com uma cruz ao estilo celta gravada na guarda. A lâmina possuia uma série de pictos em gaélico e letras em fraktur, o antigo alfabeto estilizado usado em Bíblias, brilhando levemente, sem se saber se por causa da luz fina do por do sol que atravessava as janelas do depósito ou se por causa de um encantamento próprio. – Esse demônio já torrou minha paciência, Tobby. Tá na hora de devolver ele para seu senhor.
– Certo. – disse o jovem alto – É o fim da linha para ele, Jen. – A longa caçada ao demônio de formas alienígenas foi cansativa em todos os sentidos. Como uma minhoca gigantesca, ele era estranhamente imaterial, partes de seu corpo aparecendo e desaparecendo. O chiado do demônio, parecendo um apito vindo dos mais fundos abismos do Inferno, era de uma sonoridade apavorante. O cheiro da criatura era algo abissalmente ignóbil, como se o próprio fedor do Rio Styx impregnasse tal criatura.
E ainda assim, diante dos irmãos Tobby e Jenny, da Ordem de Santa Magdala, a criatura não parecia exercer nenhum poder. Pois esse era o dom dos integrantes da Militia, os Exorcistas de 1ª Classe da Ordem: um treinamento e uma preparação que ultrapassava todos os limites e os tornavam pessoas acima do medo normal, capazes de suportar a franca hediondade do verdadeiro Mal, alienígna aos conceitos humanos. E eles eram da Militia.
O monstro chiou, avançando seu corpo hediondo contra os dois. Eles se deslocaram, afastando-se da bocarra grande e fedorenta que se abrira. Jen atacara o corpo do monstro, mas ele tornou-se imaterial em instantes:
– Que droga é essa, Tobby? – disse Jen, tentando golpear novamente.
– Segundo nossos informantes, Pólipos das Profundezas. Uma criatura do panteão cósmico. Associada aos Cthulhunianos. – disse Tobby, atirando com a munição normal oferecida aos exorcistas.
– Que saco! Mais uma vez um cultista maluco libera uma p%#$a de um monstro do c$#%&*o e é a gente quem tem que consertar a bagunça. Quando esse filhos de uma rapariga vão aprender a não mexer com o que tá quieto?
– Eu aconselharia você a maneirar o linguajar, Jen.
– Que se dane! Depois pago penitência! Mas agora tenho coisas mais importantes para me preocupar. – disse Jen, cravando fundo sua Espada contra o Pólipo, que começou a se debater, tornando a parte ferida imaterial e escapando.
– Isso não vai funcionar! – disse Jen – Vamos ter que fazer um golpe rápido como treinamos.
– Procedimento Libera Sanctii? Parece uma boa idéia. Não vejo outra forma de vencermos.
– OK, vamos nessa! – disse Jen, correndo em direção ao monstro – Vamos ter pouco tempo!
Jen correu, o vestido de freira esvoaçante e as calçolas protegendo seu pudor ao mesmo tempo que permitiam o movimento amplo das pernas. Jen cravou a espada em uma longa parte da criatura, o sangue negro e fedorento jorrando. A espada atravessou a criatura, enquanto cravou-se na parede de tijolos do depósito. Ela girou a lâmina para abrir o máximo de carne possível da criatura.
– Agora, Tobby! – gritou Jen – Acaba com essa coisa!
– “Glória Patri et Fílio et Spirítui Sancto. Sicut erat in princípio et nunc et semper et in saecula saeculórum. Amen” – entoou Tobby, armando sua pistola com a munição especial – Sacred!
Os disparos da munição anti-demônios fez o depósito se ilumar com o brilho das cruzes que apareceram nos locais onde os tiros acertaram. O Pólipo chiou ainda mais alto e fechou sua bocarra, desfazendo-se em uma poça de uma gosma marrom e fétida. Dois pequenos pedaços papel dentro do mesmo chamou a atenção de Jen, que rapidamente calçou uma luva e os pegou.
– Filigrana! – disse Jen – Uma invocação travada. Que legal! – disse Jen – Algum espertinho anda vendendo amuletos para invocação de Antigos e depois a coisa todas explode.
– Bate com o que a Central da Ordem nos informou. Bem, não temos mais nada o que fazer aqui. Vamos voltar à Ordem.A turma da faxina já está a caminho.


Sligo, Irlanda, 10:00 hora local:
– “Ó Deusa Mãe, cuja face volta-se para a luz do sol. Receba agora minha oferenda.” – disse Ingrid, dispondo das frutas e flores. Cortou a maçã em quatro e colocou-a sob a pira. Usou a lente feita em Avalon para acender a pira com os raios do sol. O brilho do fogo das oferendas brilhou sobre a água do cálice, ao qual ela sorveu. – “Sagrada Mãe, sou grata por sua força, que me permite trilhar o caminho entre as Estradas da Vida e da Morte.”
Hannah observava Ingrid em seu ritual: desde que se conheceram no Templo de Tar-Amaron, ela vem sendo sua “mãe”. Seu pai o Sargento Will Stryker, foi abatido dos céus por ninguém menos que o Barão Von Richtoffen, o Barão Vermelho. Ao menos, Hannah sabe que o Barão Vermelho honrou seu pai como combatente, saudando o caído em seu avião.
A cerimônia de Ingrid estava encerrada. Ingrid continuava pouco à vontade para atuar em rituais com outros seguidores do Culto Antigo, ou Wicca como os dos Reinos Interiores chamavam. Sabia que muitos dos seguidores do Culto nesse Reino Interior a viam como conselheira, mas ainda assim ficava pouco a vontade, usando a privacidade da pequena casa em Sligo, Irlanda, como refúgio de um mundo que compreende mas pelo qual não é compreendida. Ainda sente alguma falta de Avallöne, a terra de Avalon, a Ilha Sagrada. Mas sabe de sua missão diante da Deusa Mãe.
– Ingrid, tô com fome! – disse Hannah. A pequena sapeca pode não parecer, mas era mais sábia que o normal. Ingrid sabia disso, pois ambas eram da mesma estirpe de pessoas, ainda que separadas por anos e mundos. Eram Primordiais, herdeiras de dons desconhecidos até para elas, que alguns consideram ser a última barreira entre os humanos e a destruição e o Mal absolutos. Mas apesar disso, Ingrid sabia, Hannah ainda era uma criança. E como toda criança, manhosa.
– Já vou preparar alguma coisa. – disse Ingrid, com sua voz harmoniosa. – Mas primeiro…
Foi quando ela percebeu que tinha algo errado.
– Hannah! Esconda-se!
Um papel arremessado ao chão próximo a Hannah se revelou uma criatura apavorante, meio homem-meio peixe. O cheiro revoltante de peixe apodrecido foi a primeira impressão. A visão de ambas imaginou de imediato os Jyaakkkar, os terríveis escravos mutantes dos Atlantes, mas desde que os Primordiais venceram o Senhor da Guerra Atlante Grh’ankarr e devolveram o trono do Reino Sob os Mares ao verdadeiro senhor, L’Khurn, existe uma paz inquieta entre Primordiais e Atlantes. Além disso, a visão é mais revoltante ainda.
Hannah teve pouco tempo, sendo agarrada pelos pés e erguida como uma boneca de pano sob o monstro. Ingrid apelou à sua magia:
“Mãe-Deusa, tu que és Mãe que Tudo Provê, assim como o Destino é tecido pelos Fios das Tecelãs do Tempo, teça ao solo o inimigo e o impeça de desfiar a trama do Destino que protege-nos” – disse Ingrid. Vinhas de grama se ergueram do chão e prenderam o monstro, o suficiente para que os chutes de Hannah surtissem efeito e permitissem a ela escapar.
Mas não mais que isso: a pele do monstro possuia alguma substância pegajosa e fedorenta que a impregnava e permitiu que ele soltasse-se da armadilha mística de Ingrid. Ele avançava na direção da mesma, que tinha apenas sua faca cerimonial em suas mãos. Ela a arremessou, mas o monstro se esquivou por pouco, e a substância pegajosa corroeu a lâmina da faca, que fumegou e dissolveu.
Foi quando uma lâmina levemente azulada trespassou o peito da criatura:
– Você está bem, Hannah-kynjah? – disse o homem que segurava a lâmina atrás do demônio, que gritava. A substância não era metálica, mais parecendo com algum tipo de gelatina endurecida, mas era perceptível, pelos urros de agonia do demônio, que era uma lâmina muito afiada.
O homem, que tinha cabelos tão verdes quanto os olhos, virou a lâmina da espada para cima e, com um repuxão, trespassou o corpo, rachando o monstro em dois da altura do estômago monstruoso até a cabeça repulsiva meio-homem meio-peixe. A velocidade com que a lâmina saiu deu a impressão de que a lâmina foi impulsionada por uma pessoa dez vezes mais forte que o jovem em questão. Mas com extrema precisão ele a parou no ar no exato momento em que as vísceras nojentas do monstro desabavam próximo a Ingrid.
– Obrigada, Radaj. – disse Ingrid.
A pequena Hannah, ainda um pouco chorosa, perguntou:
– O que diabos é isso?
– Não é um xenomorfo, isso posso garantir. – disse Radaj – Embora seja de uma aparência tão hedionda quanto um.
– Acho que sei. – disse Ingrid – É um Demônio Submerso, uma criatura de Antes da Aurora do Homem!
– Como assim, Ingrid? – disse Hannah, enquanto percebiam que uma gosma nojenta começava a se formar enquanto o corpo do monstro derretia. Pedaços de papel podiam ser vistos, e Ingrid pegou-os com uma pinça.
– Filigrana. Tem alguma magia residual. – disse Ingrid. – Hannah, o Lollipop está preparado?
– Sim. – disse Hannah, ao ouvir o nome do hidroavião que era sua posse mais adorada – Só vou precisar por um macacão. Tem pressa?
– Não. Eu e Radaj precisamos preparar algumas coisas ainda. – disse Ingrid.
– Onde vamos – disse Hannah
– Ao Templo de Angelus. Acho que ele saberá nos dizer o que está acontecendo! – disse Ingrid, mencionando o Arcanjo do Senhor que ajuda os Primordiais.

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Os Elfos das Sombras – uma nova Raça para o mundo de Rygar

As criaturas mais belas que qualquer Rygariano pode encontrar pelas ruas da Grande Cidade são os  elfos; Belos, graciosos e mortais em combate, os elfos são a suprema perfeição das raças criadas pelos Deuses. Os Aedar são os filhos supremos dos Deuses entre os Mortais, pois não morrem a não ser por violência ou após a passagem de Eras inteiras do mundo.
Do outro lado da balança cósmica entre o Bem e o Mal, existem os Renegados, os Elfos Negros, ou os Aleag-Aedar: curéis e sangüinolentos, representam o Mal em sua forma mais tirânica. Mesmo alguns seres de outros planos temem os Renegados, pois seu desejo de Sangue não possu limites. Em especial, o sangue de seus irmãos do Bem.
Mas existe um grupo de Elfos que não pendem excessivamente nem para o Bem e nem para o Mal, nem para a Ordem e nem para o Caos. Os espíritos lívres, os driamin heagrar, ou Hevtra Aedar. Ou como os humanos os chamam, os Elfos das Sombras.
Do surgimento dos Elfos das Sombras:
A história dos Elfos das Sombras começa com a rebelião dos Elfos Negros. Os Deuses do Mal seduziram alguns clãs com conhecimento pérfido para que esses se revoltassem contra os Deuses Criadores. Uma batalha se seguiu entre as facções, e famílias inteiras foram estilhaçadas no processo. Os rebeldes foram chamados de Aleag-Aedar, “traidores do povo” e vencidos, foram obrigados a se afasatar dos seus, amaldiçoados com a pele da cor de seus orações. Assim dizo mito contado no HivamaAeadare, o livro do povo.
Expulso de suas terras, muitos Elfos seguiam seus líderes malignos, mas alguns começaram a enxergar a teia de mentiras e blasfêmias que os Deuses Malignos teceram com língua embebida em mel. Desses, um se tornou visível aos olhos dos Deuses que temiam pelo Equilíbrio cósmic: Eathara, o Senhor dos Eathar, um dos clãs que tinham se voltado para o mal. Ele uniu-se com alguns outros lãs que viam o perigo dos Deuses Malignos e enfrentaram-os. Mesmo usando os conhecimentos proibidos, seu menor número e a crueldade de seus irmãos fizeram com que estes fossem vencidos e tivessem que fugir para não serem chacinados.
Foi quando a Deusa do Conhecimento, a Dançarina das Sombras, a Senhora que Tudo Ouve, a Cortesã do Equilíbrio, a própria Deusa Ilavait ouviu as preces dos seguidores de Eathara. E o ensinou seus mistérios, e como eles poderiam se ocultar em meio as sombras, sem temer Sol ou Lua, como seus irmãos mais malignos. Ocultavam-se nas densas sombras das Florestas, e aprendiam tudo para sobreviver: o canto dos pássaros e a voz das bestas, venenos e curas, e toda forma de conhecimento.
Obviamente eram caçados ainda: seus irmãos obscuros temiam-os, pois é dito que a Cortesã do Equilíbrio revela segredos ainda maiores que os dos Mestres Malignos aos quais seguiam. E seus irmãos do bem ainda imaginam que estes seguiam os Senhores do Mal como os Aleag-Aedar. E a Revolta contra os Malignos, Levatel-Evarin, ficou apenas sendo uma página de mácula para os Elfos da Luz e um tabu para os Elfos das Trevas.
Mas eles prosperaram aos poucos. Seus números aumentavam. E com o tempo, seu nomadismo esclarecido tornou-se uma forma de vida interessante. Interagiam com todas as raças dispostas a aceitá-los, como os curiosos homens-gatos numanos, o povo de Dornin que vive abaixo da terra, os Anões, e com outros povos inteligentes. À exceção de Ilavait, não desrespeitavam mas também não prestavam culto a nenhum deus como raça. Kyetrus Dailivos Nait, Koreptus Devolas Nait: nem aos Deuses do Céu, nem aos Demônios das Profundesas. Aegaren Rievel Dailia Touaran: apenas seguimos a que abre os olhos dos povos. Esses são os Elfos das Sombras.
Sobre a aparência e psique dos Elfos das Sombras:
Os Elfos das Sombras são parecidos com os seus “irmãos” da Luz, mas com a diferença de sempre terem a pele acinzentada, como cinzas de borralho. Seus cabelos são brancos como os dos Aleag-Aedar, mas os olhos são de cor prata ou ouro, levemente pálidos. No demais, parecem-se com outros elfos e tem o mesmo tempo de vida que os mesmos.
Devido ao seu contato com Ilavait, A Dançarina das Sombras, eles desenvolveram um talento além do normal para a ocultação, sendo que os mais experientes são capazes de se ocultarem nas sombras como se mesclassem-se às mesmas. Além disso, diferentemente dos irmãos adeptos da Espada e do Arco, são lutadores proficientes com a Adaga e com a Zarabatana.
A estrutura do clã dos Elfos das Sombras, ou Iliandin-Ieamarè, como é dito no idioma Ieamar, é composta por um grupo de Sábios (Poerith) que comandam as bases da comunidade. A eles são subordinados os Senhores das Casas (Henorith), que são os homens e mulheres mais velhos dos Ieamarè, à exceção dos Poerith. Os demais são os Treohith, os Viventes. Os Elfos das Sombras não mantêm escravos e todas as decisões são tomadas em votação pela comunidade, o Ieamarethphta, com os Poerith tendo direito ao Voto de Minerva.
Além dos Poerith, dentro da comunidade Ieamerè, existe um respeito absoluto aos Tiermerèith, os Divulgadores do Conhecimento, aqueles que se comprometem a divulgar informações dentro da comunidade. Apesar da psique levemente similar ao de seus Irmãos da Luz, os Iemarè não vêem com maus olhos os meio-Elfos da Sombras, ou Tird-Ieamarè, os “que entraram para o Povo”.
Os Elfos das Sombras tendem a profissões que dependam da mente sobre os músculos, tendendo a serem magos e diplomatas bastante versáteis, além de Ladinos. Em Rygar, os Elfos das Sombras encontram farto campo de trabalho entre os Mensageiros de Rygar, mas não chegam a ser maioria na profissão.
Os Elfos das Sombras são um pouco desconfiados das raças como grupos, mas estão talvez entre as raças menos tendentes a pré-julgamentos do mundo de Rygar. São curiosos sobre as pessoas como indivíduos, e mesmo dentro deles como raça, tendem a ser honestos em um sentido amplo da palavra: um Elfo das Sombras que apronte algo grave pode se descobrir (e na verdade contará com) ser caçado pelos demais de sua raça.
Sobre as relações dos Elfos das Sombras:
Os Elfos tendem a desconfiar dos Elfos das Sombras, que para eles são pouco melhores que os Aleag-Aedar. Em geral, um Elfo demonstrará desprezo em relação aos Elfos das Sombras. Os Anões tendem a ver os Elfos das Sombras com olhares honestos quando os mesmos não se envolvem com coisas malignas: entre as raças não humanas, os Anões talvez sejam os mais honestos em relação às suas reações frente aos Elfos das Sombras. Raças Goblinóides costumam transferir seu ódio racial dos Elfos aos Elfos das Sombras sem questionar-se. Halflings e Gnomos vêem os Elfos das Sombras com olhares curiosos e nada mais, assim como os Minotauros. Os Humanos, porém, podem ser considerados os melhores aliados e inimigos dos Elfos das Sombras, pois ambas as raças se parecem demais.
Sobre os cultos dos Elfos das Sombras:
A grande maioria dos Elfos das Sombras voltam suas preces apenas à Dama do Conhecimento Ilavait. Uma Deusa Nobre e Honrada, mas furiosa quando perturbada, Ilavait é conhecida pelo contraditório em sua existência: seus Itens Sagrados, reproduzidos por seus seguidores, são o Livro do Universo (onde acredita-se esteja registrado todos os eventos da Existência segundo as milhões de óticas possíveis) e a Rompedora de Mentiras, uma Espada Claymore que Ilavait usou para romper as tramas de mentiras usadas pelos Deuses Malignos para seduzirem os Elfos das Sombras. Essa Deusa possui um comportamento apenas levemente bondoso, mas fica em uma posição de Neutralidade.
Além de Ilavait, existem cultos a Imehan (como os Iemar chamam Donindamaran, o criador de todos os Elfos) e Mavadanis (divindade humana da vida). O culto individual a Tormec (deus dos Mortos) é respeitado, pois esse deus é também conhecido como Itonis, o Que Encerra os Contos. Cultos a deuses realmente malignos, como Shiakna (deus da Morte) e Livernas (deus da Tirania) são reprovados, mas não são per se suficientes para que um Elfo das Simbras seja expulso de sua comunidade, embora praticar ações como matar alvos inocentes seja suficente para tal (o que normalmente é exigido de todo seguidor de Shiakna).
Um “culto” respeitado pelos Ilavait é o do Itonlinas, ou a Oração da Morte. Esse culto não é voltado a nenhum deus em especial, apesar de muitos de seus “seguidores” adorarem Ilavait ou Itonis. A Oração da Morte é feita por um Elfo das Sombras (ou qualquer um que assim deseje fazer) chamado de Orador dos Mortos. A ele é dado o direito de falar sobre a vida da pessoa, o que é conhecido como Itonis-Acandar (A História do Morto). O Orador não pode julgar as ações da pessoa, ao menos até que o ritual do Itonlinas seja concluído com o término do conto ao pé da sepultura (ou equivalente). Após isso, o Orador tem o direito de afirmar suas opiniões sobre as ações do morto, desde que ele coloque as coisas de maneira clara e respeitosa.
Sobre os números dos Elfos das Sombras:
As maiores comunidades de Elfos das Sombras estão em Rygar, cidade que, devido ao seu tamanho, pode abrigar os Ieamarè sem chamar muita atenção. Pode-se ver Elfos das Sombras em toda a Rygar, sendo visões comuns na Praça das Raças, no Bairro Vertical e em outras localidades similares. A reputação dos Elfos das Sombras lhes permitiram ter um Alto Burocrata, Leovan Tzaimanin, que cuida dos interesses dos Elfos das Sombras.
Fora de Rygar, é possível encontrar Elfos das Sombras por toda a Rygar, mas em comunidades esparsas e pequenas, em geral com não mais de 30 elfos.
Mistérios envolvendo os Elfos das Sombras:

  • Existe um plano secreto criado por Ilavait que é obedecido pelos Elfos das Sombras. Ninguém sabe qual seria esse plano, mas como eles foram vistos ao lado tanto de grandes heróis quanto dos maiores tiranos existem dúvidas sobre as verdadeiras intenções dos Ieamarè;
  • Rygar possui uma grande população de Elfos das Sombras em especial devido ao fato de os Altos Burocratas protegerem os mesmos da Ahraina, uma espécie de pogrom decretado pelos Elfos contra os seus antigos irmãos. Fora de Rygar existem notícias de clãs de Ieamarè que foram completamente exterminados pelos Elfos e vice-versa;
  • Os Elfos Malignos têm medo que os Elfos das Sombras possam levar os conhecimentos que os mesmos obtêem a aqueles que possam fazer uso dos mesmos para os destruir, então procuram tornar as relações entre os Elfos das Sombras e as demais raças o mais instável possível;
  • Leaf Speedster, a mais famosa Mensageira de Rygar, teria sangue dos Ieamarè dentro dela e eseria uma Oradora dos Mortos;
  • Por algum motivo, existe apenas uma única raça que em geral recebe o ódio dos Ieamarè, que são os monstros conhecidos como Devoradores de Mente. Acredita-se que isso deva-se a um conflito entre as ideologias de conhecimento dos Ieamarè,  baseado na observação e aprendizado, e dos Devoradores, que os Ieamarè consideram pior que o roubo;
  • Alguns dos magos mais poderosos da Sacrossanta Ordem Arcana de Rygar são Elfos das Sombras;
  • Um boato afirma que a Sombra do Elfo das Sombras é uma entidade à parte simbiótica com o mesmo, que permite que ele viaje através de sombras. Também é dito que aquele que conseguir golpear a sombra de um Elfo das Sombras lhe causa dor excruciante, podendo matá-lo. Também é dito, porém, que a sombra de um Elfo das Sombras pode atacar diretamente qualquer criatura por meio da sombra da mesma;
  • Os numanos, raça nomade que vem e vai de Rygar, são um dos poucos aliados dos Ieamarè, em especial porque, assim como os Elfos das Sombras, os numanos são adoradores de Ilavait;
  • Os Oradores dos Mortos são os maiores entre os adoradores de Ilavait, que portanto teriam dons de lembrar tudo o que um morto lembrava em vida, desde que participassem da Oração da Morte do mesmo;

Essa é mais uma contribuição do +4 para Rygar, o cenario que está sendo criado em conjunto pela Blogosfera RPGística Brasileira. Veja também as contribuições dos Pergaminhos Dourados, do Inominattus e do RPGista.com.br, assim como as demais contribuições do +4.
Espero que seja válido para você que leu

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Personagem Exemplo de Espírito do Século: Tobby, o Exorcista de Magdala

Para “dar um gostinho” do que pode-se aprontar com o Espírito do Século (SotC) que eu estou traduzindo (veja o preview aqui) estou apresentando mais um o primeiro PC de um Cenário que estou começando a preparar para o Espírito do Século chamado “Primordiais“.

PS: O cenário será publicado conforme as idéias forem surgindo, mas fiquem à vontade para adotar esses materiais à vontade;


Thomas “Tobby” O’Malley

Exorcista da Ordem de Santa Magdala
Baseado no Mangá/Anime Chrno Crusade

Características

  • Idade: 18
  • Sexo: Masculino
  • Nacionalidade: Americana
  • Cabelos: Negros
  • Olhos: Verdes
  • Características Marcantes: roupas de frade (adaptadas ao combate); forte; caladão
  • A Aventura:  Os Mestres Demoníacos de Portland – uma aventura da Militia de Magdala
  • Aspectos: Pobre / Órfã / Ordem de Magdala / Militia  Tropa de elite dos exorcistas / Lendas Irlandesas / Protegido: Jen / “Em nome do Senhor…” / Calado / Tolerante com Outras Crenças / Rápido no Gatilho
  • Perícias:
    • Soberbo: Determinação
    • Ótimo: Armas de Fogo, Resistência
    • Bom: Mistérios, Dirigir, Pilotagem
    • Adequado: Armas Brancas, Liderança, Engenharia, Estudos
    • Mediano: Ciência, Fascinar, Ladinagem, Enganar, Esportes
  • Façanhas: Munição Especial: Sacred, Segredos Arcanos: Demonologia e Exorcismo, Recarga Rápida, Saque Rápido, Chuva de Balas
  • Munição Especial: (Façanha de Armas de Fogo: Exige Ciência Exótica ou um Aspecto de Patrono ou da Munição Especial) Você é capaz de produzir ou tem acesso a munição voltada para um tipo especial de alvo. Esse tipo especial de alvo sofre +2 de dano ao ser atingido por essa munição. Porém, essa munição recebe -2 de dano contra qualquer outro alvo. No caso da Sacred de Tobby, a munição causa +2 de dano contra demônios, demonologistas e criaturas sobrenaturais malignas em geral.
  • Trilha de Dano:
    • Saúde: [][][][][] [][]
    • Compostura: [][][][][] [][][]
Thomas O’Malley nasceu em uma família de devoção cristã: o pai era um trabalhador vindo de Belfast e Católico Celta, enquanto a mãe tinha sangue italiano e devota no catolicismo romano.  Conforme foi crescendo, sempre ia a Igreja e seguia fielmente a religião, e também aprendia sobre as lendas irlandesas,  até que o antigo patrão de seu pai matou-o e à sua mãe em um ritual de magia negra. Junto com sua irmã, entraram para a ordem de Santa Magdala e treinaram muito, até que há dois anos conseguiram passar na prova de Militia, passando a integrarem a Elite da Ordem de Santa Magdala. Poucas semanas depois, uma pista levou-a a um culto de Satanistas em Chicago, que haviam roubado itens sagrados com o objetivo de os profanar e utilizar seus poderes para o mal. Thomas ajudou sua irmã Jen a vencer os satanistas de Chicago, mas enquanto ela retornou à base da  Ordem em Chicago, Thomas foi encarregado de enfrentar um grupo poderoso de satanistas e demônios em Portland, onde foi ajudado pelo estranho demônio Chrno, que atua em conjunto e sob as ordens da Ordem.
Thomas é forte e calado. Enquanto Jennifer é a investigadora do time e especialista em combate corporal, ele é o motorista e combatente de distância. Seu treinamento como atirador o torna algo temível com uma arma de fogo nas mãos. Dificilmente erra um alvo e em geral atira para abater o alvo. Diferentemente do que se possa imaginar, assim como Jennifer, Thomas (ou Tobby para os amigos mais íntimos) é uma boa pessoa e muito correta, apesar do silêncio assustador! Como a irmã, é extremamente tolerante com outras crenças, mas impiedoso com o mal.
Tanto Jen quanto Tobby sabem da existência dos Primordiais, e embora não sejam Primordiais eles próprios, contam com a ajuda e ajudam os que conhecem, como Hannah Striker e Ingrid Ni Brahobahain, além de Radaj, o Guerreiro do Futuro. Conheceram Angelus, mas sabem que são apenas “secundários” na trama maior dos Primordiais. Mas quando é necessário uma boa arma para enfrentar demônios e criaturas malignas, a pistola e rifle de Tobby estão a disposição.

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Personagem Exemplo de Espírito do Século: Jen, a Exorcista de Magdala

Para “dar um gostinho” do que pode-se aprontar com o Espírito do Século (SotC) que eu estou traduzindo (veja o preview aqui) estou apresentando mais um o primeiro PC de um Cenário que estou começando a preparar para o Espírito do Século chamado “Primordiais“.

PS: O cenário será publicado conforme as idéias forem surgindo, mas fiquem à vontade para adotar esses materiais à vontade;


Jennifer “Jen” O’Malley

Exorcista da Ordem de Santa Magdala
Baseado no Mangá/Anime Chrno Crusade

Características

  • Idade: 17
  • Sexo: Feminino
  • Nacionalidade: Americana
  • Cabelos: Ruivos
  • Olhos: Verdes
  • Características Marcantes: roupas de freira (adaptadas ao combate); alta; Espada nas costas
  • A Aventura:  Os satanistas de Chicago  – uma aventura da Militia de Magdala
  • Aspectos: “Anjo sem asas” / Órfã / Ordem de Magdala / Militia  Tropa de elite dos exorcistas / Lendas Irlandesas / Protegido: Tobby / “Culturas diferentes são interessantes” / Samaritana / Chute Forte!! / Espada de Santa Brigite
  • Perícias:
    • Soberbo: Armas Brancas
    • Ótimo: Determinação, Resistência
    • Bom: Mistérios, Investigação, Briga
    • Adequado: Engenharia, Armas de Fogo, Fascinar, Ciência
    • Mediano: Dirigir, Ladinagem, Esportes, Estudos, Enganar
  • Façanhas: Arma destinada: Espada de Santa Brigite, Ciência Ensandecida: Tecnologia de Exorcismo da Ordem de Santa Magdala, Aparar com Precisão, Armas de Todo Mundo, Segredos Arcanos: Demonologia e Exorcismo
  • Arma Destinada: Espada de Santa Brigite
    • Obra Prima;
    • Sagrada: +2 contra seres malignos, com um Ponto de Destino permite emular contra seres malignos a Façanha Golpe Especial;
  • Trilha de Dano:
    • Saúde: [][][][][] [][]
    • Compostura: [][][][][] [][]
A bela Jennifer O’Malley nasceu em uma família de devoção cristã: o pai era um trabalhador vindo de Belfast e Católico Celta, enquanto a mãe tinha sangue italiano e devota no catolicismo romano.  Conforme foi crescendo, sempre ia a Igreja e seguia fielmente a religião, e também aprendia sobre as lendas irlandesas, em especial sobre Santa Brigite, até que o antigo patrão de seu pai matou-o e à sua mãe em um ritual de magia negra. Junto com seu irmão, entraram para a ordem de Santa Magdala e treinaram muito, até que há dois anos conseguiram passar na prova de Militia, passando a integrarem a Elite da Ordem de Santa Magdala. Poucas semanas depois, uma pista levou-a a um culto de Satanistas em Chicago, que haviam roubado itens sagrados com o objetivo de os profanar e utilizar seus poderes para o mal. Jennifer venceu-os e recuperou um desses itens, a Espada de Santa Brigite, que usa desde então.
Jennifer é muito alta para sua idade, embora não chegue a ser algo fora do normal. Está habituada ao estoicismo da Ordem e veste-se com as roupas da Militia, apenas dispensando as armas que seu irmão tanto gosta. No caso, enquanto estão investigando, é ela quem carrega o estojo de armamentos, sendo que quando entram em batalha a primeira coisa que ela faz é descer o estojo para ter foco livre. Ela costuma pensar tão bem quanto luta, e deixa a parte de fugas por conta de Tobby, que precisa de amplo campo de visão para atirar. Além disso, ela é a curandeira  da dupla.
Tanto Jen quanto Tobby sabem da existência dos Primordiais, e embora não sejam Primordiais eles próprios, contam com a ajuda e ajudam os que conhecem, como Hannah Striker e Ingrid Ni Brahobahain, além de Radaj, o Guerreiro do Futuro. Conheceram Angelus, mas sabem que são apenas “secundários” na trama maior dos Primordiais. Mas quando é necessário uma Espada para enfrentar demônios e criaturas malignas, a arma de Jen está a disposição

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